• Câncer de mama: 13% dos casos no Brasil poderiam ser evitados com mudanças de hábitos

    Os dados são de um estudo divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer

    04/10/2021

    Um estudo divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) órgão ligado ao Ministério de Saúde, informou que no ano de 2020, 13% dos casos de câncer de mama no Brasil poderiam ser evitados pela redução de hábitos relacionados ao estilo de vida. Entre eles, estão a alimentação inadequada, excesso de peso, falta de atividade física, consumo de bebida alcóolica e ausência de aleitamento materno.

    A pesquisa também revelou que R$102 milhões dos gastos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2018 com o tratamento poderiam ser poupados se investidos na redução destes fatores de riscos.

    No país, o câncer de mama é o que mais incide entre as mulheres e a maioria dos casos estão nas regiões Sul e Sudeste. De acordo com os dados do Inca, só em 2021 devem ser registrados 66 mil novos casos. Além disso, o instituto também mostra que atualmente o principal fator de risco é a idade: 4 em cada 5 novos casos ocorrem após os 50 anos.

    Outro dado que chama a atenção é que o intervalo entre os diagnósticos da doença até o início do tratamento chega a passar de 60 dias. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Marceli de Oliveira Santos, a situação é preocupante.

    O chefe da Divisão de Detecção Precoce do INCA, o médico Arn Migowski, apresentou os dados sobre o diagnóstico precoce e o rastreamento da doença no Brasil. De acordo com um raio x apresentado, mulheres com o Ensino Superior completo tem mais acesso ao exame de mamografia – 84% delas conseguem realizar o exame que detecta a doença. Já entre as mulheres sem instrução, somente 58% tem acesso.

    Além disso, também foi divulgado que 62% das mulheres brancas fizeram mamografia nos últimos dois anos, enquanto em relação às mulheres pardas o índice é de 54% e pretas 56%.

    A desigualdade econômica também é um fator evidente em relação a situação socioeconômica das mulheres: 84% das mulheres com renda acima de cinco salários mínimos fizeram a mamografia nos últimos dois anos. O percentual não chega a 43% quando se trata de mulheres que não tem renda ou ganham menos que ¼ do salário mínimo.

    Com informações da Agência Brasil

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