Ódio nas redes sociais: Adélio x Bolsonaro

15/09/2018 09:09:01 - Atualizado em 15/09/2018 12:09:01
Por Marcelo Miranda O atentado sofrido pelo candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), fez com que discursos de ódio e ideológicos ganhassem ainda mais relevância nas redes sociais, principalmente, após a identificação do agressor, Adélio Oliveira Batista, que em sua página no facebook aparece como militante da esquerda e critico do atual governo, assim como do próprio Bolsonaro. O candidato Jair Bolsonaro levou uma facada durante um ato de campanha na tarde da última quinta-feira (06/09), em Juiz de Fora. Bolsonaro foi levado a um hospital, onde passou por cirurgia. Já Adélio Oliveira Batista, o réu confesso do atentado, usava as suas redes sociais para expressar sua aversão aos candidatos da direita. Embora a atitude de Adélio seja encarada como um fato isolado e que não representa o pensamento dos partidos da esquerda (graças a Deus), o ato do agressor despertou em alguns internautas o discurso do ódio contra aqueles que divergem de suas opiniões. Na página de Adélio Batista no facebook, após o ato, não foi difícil encontrar postagens criticando a violência, mas que também expressavam o desejo de agir contra o acusado com a mesma intensidade. Postagens como "Vai morrer filho da p*ta!", "Vc tem que morrer fdp", "AGORA VAI TER CAÇA A COMUNISTAS. TODO COMUNISTA QUE EU 'VER' VOU PRA CIMA SEM DÓ.", revelaram a intenção de eleitores em combater o diferente não com ideias e diálogo, mas com violência.   imagem 1   O que me assusta em toda esta onda de ódio que, neste momento, encabeça Adélio Oliveira Batista e Jair Bolsonaro, são amizades sendo desfeitas e familiares se digladiando entre Direita e Esquerda (sem saber, teoricamente, o que diferencia uma da outra). O ato contra Bolsonaro foi abominável, como também abominável é toda violência contra gays, negros, mulheres, pobres e os bestializados da sociedade brasileira e mundial. Agora, comemorar esfaqueamento de um, porrada sofrida pelo outro, isso é, no mínimo, ausência de humanidade.          

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