O que esperar para 28 de outubro

14/10/2018 13:44:16 - Atualizado em 14/10/2018 16:44:16

Domingo passado (07/10) foi dia de eleição em todo País. Uma das expectativas para as eleições de 2018 é que fosse marcada pela renovação. Até foi. Mas a apuração mostrou a eleição de um grande número de militares, juízes e evangélicos. Os empresários ficaram mais uma vez de fora, com uma surpreendente exceção. Romeu Zema (Novo), dono de uma das maiores redes varejistas do País, a Zema, atropelou os adversários e liderou a votação para o governo de Minas Gerais. Com 43% dos votos válidos, ele vai disputar o segundo turno com o senador Antonio Anastasia (PSDB), que teve 29% dos votos válidos. Zema teve uma arrancada final impressionante, quando passou de 10% para pouco mais de 20% das intenções de voto na última semana. Depois, teve nova ascensão nas últimas horas da corrida para alcançar um resultado espetacular.

Zema tem 53 anos e comanda o grupo Zema, dono de postos de gasolina e de 430 lojas de móveis e de eletrodomésticos, sobretudo no interior de Minas Gerais. Declarou patrimônio de 69 milhões de reais à Justiça Eleitoral. Seu grupo empresarial emprega 5.500 pessoas e faturou 4,5 bilhões de reais em 2017.

Defensor do liberalismo, da meritocracia e da mudança na política, Zema não chegou lá graças a nenhuma dessas pautas, que, no conjunto, o mantiveram abaixo dos 10% ao longo de todo o primeiro turno. A subida veio quando o candidato declarou apoio a Jair Bolsonaro (PSL) e passou a defender nas redes sociais ser a melhor opção para tirar o petista Fernando Pimentel, atual governador, do segundo turno.

Em nível nacional, os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) decidirão no segundo turno quem será o presidente do Brasil pelos próximos quatro anos. Eles disputam a Presidência pela primeira vez. Esta é a oitava eleição presidencial por meio do voto direto desde a redemocratização, no fim da década de 1980. O vencedor governará o Brasil de 1º de janeiro 2019 a 31 de dezembro de 2022.

O resultado do primeiro turno quebrou a polarização entre PT e PSDB na eleição presidencial. Nas últimas seis eleições, os dois primeiros colocados foram dos dois partidos, com duas vitórias do PSDB (1994 e 1998) e quatro do PT (2002, 2006, 2010 e 2014).

Após a confirmação do resultado, Bolsonaro afirmou que o Brasil não pode "dar mais um passo à esquerda" porque, segundo ele, está "à beira do caos. Ele falou em "unir o nosso povo, unir os cacos que nos fez o governo da esquerda no passado".

Haddad também se referiu à necessidade de união. "Queremos unir as pessoas que têm atenção aos mais pobres desse País tão desigual", declarou. O presidenciável do PT disse que, para isso, contará com "uma única arma: o argumento".

O PT consolidou sua força no Nordeste, clássico reduto eleitoral da legenda, e reelegeu três governadores no primeiro turno em alguns dos estados mais populosos da região: Rui Costa - na Bahia; Camilo Santana - no Ceará; e Wellington Dias - no Piauí. No entanto, os petistas vão perder espaço nas eleições deste ano, já que em 2014 o partido elegeu cinco governadores nessa região do Brasil.

Já em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, é onde o PT teve a perda de terreno mais significativa. O atual governador, Fernando Pimentel, não conseguiu ir para o segundo turno. Também, a ex-presidenta Dilma Rousseff, candidata ao senado pelo PT que, antes das eleições liderava as pesquisas, ficou em quarto lugar. O resultado em Minas foi 100% insatisfatório, mostrando a insatisfação dos mineiros, tanto com Pimentel, quanto com a ex-presidenta.

O segundo turno está marcado para o próximo dia 28 e definirá quem governará o País de 2019 a 2022, e também Minas Gerais. Alguns fazem a comparação: “Bem x Mal”; “Política Nova x Política Velha”; “Gestão Eficiente x Gestão Ineficiente”, e por ai vai. Certamente, é um cenário novo, principalmente em Minas, que leva os mineiros a se questionar o que vão querer para o futuro: Zema x Anastasia. E em nível nacional, um embate polêmico: Bolsonaro x Haddad.

Querem saber o Brasil que eu quero? Um País com eleitores conscientes, sabedores que suas atitudes, principalmente na hora do voto, podem ressoar por quatro anos ou mais. Então, responsabilidade em primeiro lugar!

 

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