Jovem grava vídeo e seguidores salvam camisaria de idoso de 90 anos

02/08/2020 00:00:00

 

Seu Odiney Pedroso, de 90 anos, não conseguiu empréstimo de R$ 1.800 para continuar com seu negócio de camisaria, de 75 anos de atividade, que entrou em crise após o isolamento social da COVID-19. Para ajudar o empresário, o jovem Renato Dias gravou um vídeo e postou nas redes sociais. A atitude salvou a camisaria e autoestima do seu Odiney, que havia vendido apenas 6 camisas desde o início da pandemia e não tinha mais como pagar as despesas pra manter o ateliê, que fica na Lapa, na Zona Oeste de São Paulo.

Formado em Marketing, Renato tem 30 anos e administra o posto de gasolina da família, que fica perto da camisaria do seu Pedroso. Ele disse ao site SóNotíciaBoa que ficou sabendo do problema enquanto o idoso abastecia o carro.

“Ele veio abastecer o carro sozinho no sábado e eu perguntei se ele estava se cuidando, por causa da pandemia. Ele disse que sim, mas contou que as coisas estavam meio difíceis na camisaria, que o movimento estava fraco”.

Renato se sensibilizou ao ver um senhor trabalhando naquela idade e enfrentando problemas financeiros.

“Ele estava sem dinheiro para comprar tecidos, pagar, água, luz e o aluguel”, contou Renato.

Como seu Odiney Pedroso é amigo há 70 anos do seu Armando Dias, avô do Renato, ele decidiu ajudar. Além de comprar duas camisas, ele gravou um vídeo mostrando o ateliê, os produtos que ele faz e conversou com o idoso, que se emocionou na hora. Renato postou o vídeo nas redes sociais e chamou os seguidores do posto de gasolina para comprarem na loja, que faz camisas personalizadas.

O vídeo viralizou e o telefone não para de tocar.

“Ele recebeu uns 3 mil pedidos, até de Miami. Mas como só faz camisas sob medida, pegou apenas 50 encomendas. Só um amigo meu pediu 6 camisas pra ele”, contou Renato.

Ele explicou que seu Pedroso trabalha sozinho no ateliê e consegue fazer apenas uma camisa por dia, porque são artesanais e levam as iniciais da pessoa bordada do lado esquerdo.

Apesar de várias pessoas terem mandado dinheiro, “suficiente para pagar as contas e comprar tecidos, ele não quer doação. Ele me disse: “Eu não quero dinheiro eu quero cliente bom!”, lembrou Renato.

Depois dessa virada na vida do seu Pedroso, ele também recebeu ajuda para trabalhar.

“Dois netos dele começaram a ajudar. Apareceram na segunda-feira. Estão recebendo e anotando os pedidos”, concluiu. Por enquanto a loja do seu Pedroso não tem redes sociais.

 

Fonte / Foto: site SóNotíciaBoa. 

 

 


Marcelo Miranda
Agencia Qu4tro