Febraban publica pesquisa sobre o brasileiro e a retomada econômica

05/07/2020 08:00:00

 

Um levantamento aprofundado, que mapeia a visão da população sobre os temas que impactam o Brasil. Esse é o Observatório Febraban, um novo estudo mensal lançado no último mês de junho. A iniciativa é parte de uma série de medidas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para ampliar a aproximação dos bancos com a população e a economia real, de forma cada vez mais transparente.

A primeira edição do novo Observatório identifica quais são as expectativas da população que possui contas em bancos para a retomada das atividades econômicas no período pós-pandemia. E revela que uma série de tendências de comportamento e consumo adotadas durante o período de isolamento social tendem a continuar no pós-COVID. O “novo normal” indica ser, dessa forma, cada vez mais normal no dia-a-dia desses brasileiros.

Entre outros dados, o estudo identificou que: 

• 45% dos entrevistados afirmam que irão dedicar mais tempo à família e aos filhos;
• 30% pretendem aumentar as compras feitas via e-commerce;
• 28% planejam usar mais os serviços de delivery;
• 27% querem aumentar o trabalho na modalidade home office;
• 37% preveem, por outro lado, diminuir suas viagens – o que pode indicar receio de contaminação pela COVID-19.

O Observatório também mostra que existe otimismo entre a população bancarizada brasileira sobre a perspectiva de retomada financeira individual e familiar. Quase a metade – 49% - dos entrevistados acredita que suas finanças voltarão ao patamar de antes da pandemia em até 1 ano – dentre os quais 21% apostam que a retomada poderá se dar ainda mais rápida, em até seis meses.

Esses indicadores otimistas também se revelam em uma série de intenções de consumo – “uma pista de que existe uma demanda reprimida, que pode ajudar em uma recuperação mais rápida da economia”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban.

A pesquisa mostra que, por exemplo:

• 58% dos entrevistados pretendem manter ou aumentar seu volume de compras;
• 60% também querem manter ou elevar seu uso do cartão de crédito;
• 15% planejam usar crédito bancário na compra de material de construção para reformar seu imóvel;
• 15% têm intenção de financiar a compra de imóveis, apontando o potencial desse mercado;
• 14% dizem também que irão contratar financiamento para adquirir carros e motos

O levantamento vai além e mostra que há boas perspectivas para o comércio. Existe, por exemplo, intenção de manter ou aumentar a frequência aos supermercados em 78% dos pesquisados. Outros negócios também registram intenções elevadas de continuar ou elevar a frequência, como salões de beleza (66%), comércio de rua (55%), bares e restaurantes (47%) e shoppings (47%). “Sinal que pode haver um respiro a caminho dos varejistas”, complementa Isaac Sidney.

Realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) – uma das instituições mais respeitadas do setor, com 35 anos de atuação em estudos de mercado e de opinião pública -, a primeira edição do novo Observatório Febraban ouviu amostra de mil pessoas representativa da população adulta bancarizada, de todas as regiões do País, entre os dias 1º e 3 de junho.

O primeiro resultado do Observatório está disponível neste link.

Fonte: Febraban.


Marcelo Miranda
Agencia Qu4tro