

Pesquisa CNT 2025: Má qualidade das rodovias eleva custo do transporte em 31%; veja situação da BR-040 e BR-265
Estudo aponta que pavimento ruim encarece frete e manutenção. Enquanto BR-040 tem classificação geral 'Boa', BR-265 é avaliada como 'Regular' e preocupa motoristas na região de Barbacena

A qualidade do asfalto não afeta apenas o conforto da viagem, mas pesa diretamente no bolso de quem produz e transporta. Segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2025, divulgada pela Confederação Nacional do Transporte, a má conservação das vias brasileiras eleva, em média, o custo operacional do transporte em 31,2%. Para a região de Barbacena, o estudo traz um raio-x detalhado das duas principais rodovias que cortam o município: a BR-040 e a BR-265.
O levantamento mostra que, quanto pior a condição da via, maiores são o consumo de combustível, o desgaste de pneus e freios, e o tempo de deslocamento.
Raio-X: BR-040
Principal corredor de ligação entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, passando por Barbacena, a BR-040 teve seu estado geral classificado como “Bom” na pesquisa deste ano.
Apesar da avaliação positiva na média geral, os motoristas ainda enfrentam desafios. Dos 1.205 km avaliados pela CNT ao longo de toda a rodovia, o cenário é o seguinte:
- 52% da extensão (626 km) está em condição Boa;
- 14,9% (180 km) foi classificada como Ótima;
- 30,6% (369 km) apresenta estado Regular, exigindo atenção;
- 2,5% (30 km) está em condição Ruim.
Raio-X: BR-265
A situação é mais crítica na BR-265, rodovia transversal vital para o Campo das Vertentes, ligando Barbacena a São João del-Rei e à Rodovia Fernão Dias. A pesquisa classificou o estado geral da via como Regular.
O levantamento avaliou 427 km da rodovia em Minas Gerais e apontou que a maior parte da pista não está em condições ideais:
- 45,9% (196 km) está em estado Regular;
- 16,9% (72 km) foi classificada como Ruim;
- 37,2% (159 km) apresenta condição Boa.
Diferente da BR-040, a BR-265 não teve nenhum trecho classificado como “Ótimo” na avaliação de 2025.
Impacto no Bolso
O estudo da CNT destaca como a infraestrutura deficiente encarece o transporte. O índice de 31,2% de aumento no custo operacional é uma média nacional, mas o prejuízo varia conforme a gravidade dos problemas na pista.
De acordo com a pesquisa, rodar em estradas com pavimento classificado como:
- Regular (caso da maioria da BR-265) encarece a viagem em 41%;
- Ruim gera um custo adicional de 65,6%;
- Péssimo quase dobra o custo, com aumento de 91,5%.
Além dos prejuízos financeiros, a pesquisa alerta para os riscos à segurança viária e o aumento das emissões de poluentes causados pela ineficiência logística. No cenário nacional, 62,1% da malha rodoviária avaliada apresenta algum tipo de problema, sendo classificada como Regular, Ruim ou Péssima.



