• Médico do Hospital Ibiapaba alerta como identificar um infarto e a importância da velocidade

    06/03/2026

    O ritmo frenético das cidades e a sensação de que o tempo corre cada vez mais rápido podem esconder perigos invisíveis para a nossa saúde. Entre eles, o infarto agudo do miocárdio se destaca como a principal causa de morte no Brasil, registrando anualmente entre 300 e 400 mil casos. Entre 2008 e 2022, o cenário tornou-se ainda mais crítico: as internações cresceram mais de 150%, com uma concentração alarmante de casos na região Sudeste e uma média mensal superior a 13 mil ocorrências apenas entre os homens.

    Esses números estão diretamente ligados ao nosso estilo de vida. Fatores como o tabagismo, o sedentarismo, a má alimentação e o colesterol alto criam o ambiente perfeito para o entupimento das artérias. Somado a isso, o estresse excessivo do dia a dia age como um gatilho perigoso. Entender que o infarto é uma resposta a esses hábitos é o primeiro passo para a prevenção, mas saber identificar o problema quando ele ocorre é o que realmente separa a vida da morte.

    A maior armadilha do infarto está na identificação dos sintomas. Embora a dor no peito seja o sinal mais divulgado, o Dr. Giancarlo, do Hospital Ibiapaba Cebams, alerta que apenas metade dos pacientes manifesta esse sintoma clássico. A outra metade pode sentir apenas um leve desconforto, uma sensação de peso no tórax ou, de forma muito comum, um mal-estar gástrico na região do estômago, muitas vezes acompanhado de náuseas, vômitos e suor frio. Essa semelhança com problemas digestivos faz com que muitas pessoas ignorem o risco e percam tempo precioso.

    E tempo, quando falamos de coração, é o fator determinante para a recuperação. O infarto acontece quando uma artéria é totalmente obstruída, e quanto mais rápido ela for reaberta em ambiente hospitalar, menor será a morte do músculo cardíaco. Se o paciente recebe atendimento nas primeiras duas horas, a recuperação é de quase 100%. Entre seis e oito horas, a taxa cai para 80%. No entanto, se o socorro demora mais de 12 horas, apenas uma pequena parte do coração é salva, deixando o órgão fraco e sequelado. Portanto, ao menor sinal de desconforto incomum, a recomendação é clara: procure ajuda médica imediatamente. No combate ao infarto, a agilidade é o melhor remédio.

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