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Futura ministra da agricultura promete suspender importação de leite do Mercosul  

 

Presidente do Sindicato Rural de Barbacena aprova suspensão

 

A deputada federal Tereza Cristina (DEM – MS) prometeu suspender importação de leite do Mercosul. Em reunião com representantes dos produtores rurais do Brasil, a futura ministra da Agricultura sinalizou medidas para o desenvolvimento do setor. A suspensão das importações de leite do Mercosul é uma das prioridades.

Segundo o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Rodrigo Alvim (foto), a pauta é tida como uma das principais demandas do agronegócio junto ao governo Federal há alguns anos. A tarifa zero entre os membros do Mercosul e a ausência de uma negociação de cota, coloca os produtores nacionais em extrema desvantagem.renato laguardia

“A FAEMG representa os produtores de Minas, que responde por mais de 1/3 da produção nacional, e é o estado que mais sente os impactos da importação. A produção brasileira de leite cresceu nos últimos anos. É uma importação injustificada e que cria um ambiente altamente prejudicial ao setor. As diferenças no custo de produção (encargos trabalhistas, questões tributárias, clima, meio ambiente, entre outros) geram para os vizinhos uma vantagem comparativa, com as quais nem mesmos os produtores mais competitivos levam vantagem. Quando criado o ‘Mercado Comum Europeu’ foram definidas cotas para os países membros, exatamente para que não houvesse uma concorrência predatória entre os mesmos. No Mercosul, o país membro com maior mercado consumidor, sofre com a concorrência dos que não têm mercado”, informou Rodrigo Alvim.

Barbacena

Renato José Laguardia de Oliveira – presidente do Sindicato Rural de Barbacena aprova a medida da futura ministra. “Se isso se concretizar, nós só temos a ganhar. Também sou produtor rural e sei dos desafios. É a nossa sobrevivência. O nosso custo é alto, principalmente na nossa região que é montanhosa. Nessa época, os grandes laticínios exportam o leite dos países do Mercosul e deixam de comprar o leite brasileiro. Argentina, Paraguai e Uruguai são países em que produzir leite é um bom negócio, pois as taxas são mínimas. Não dá para concorrer com eles. Se a nossa ministra diminuir ou suspender as importações, podemos vender um leite a um preço melhor”, destacou.

De acordo com Laguardia, no Brasil, devido às altas taxas, leis ambientais e a burocracia, a cada 11 minutos o campo perde um produtor de leite. “Esse produtor deixa o campo e vem para a cidade passar dificuldades. O Brasil é o País que tem as leis ambientais mais pesadas. Tereza Cristina será uma grande ministra e esta medida dela será importante para o nosso setor. MG é o maior produtor de leite do Brasil. A nossa região produz 400 mil litros de leite por dia”, finalizou.

 

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