• Ex-Comandante dos Bombeiros denuncia caso de racismo e reforça importância da denúncia

    O crime aconteceu no último domingo (30/03) e o suspeito já foi identificado

    Um caso de racismo ocorrido contra o ex-Comandante da 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros de Barbacena, Maycom Elias Alfim, ganhou grande repercussão. O crime aconteceu no último domingo (30/03) e foi denunciado pelo militar às autoridades, além de ter sido exposto em suas redes sociais e na imprensa. O suspeito já foi identificado.

    Maycom declarou que decidiu tornar o caso público para incentivar outras vítimas a denunciarem situações semelhantes. “Denúncias como a minha, com exposição, com certeza vão encorajar outras pessoas que passam ou passaram por situações semelhantes a não se envergonharem, a não temerem e a adotarem as devidas providências. Decidi me expor para que diversas pessoas tomem conhecimento do fato e, juntos, possamos cobrar justiça”, afirmou.

    O militar reformado espera que a denúncia não caia no esquecimento. “Espero que não seja mais um caso vencido pela impunidade, distorção de fatos ou desqualificação do crime, e que o responsável seja realmente punido”, declarou.

    O caso

    Segundo o relato de Maycom, o crime ocorreu na tarde de domingo, na Rua General Câmara, no Centro de Barbacena. Ele estacionava o carro para cumprimentar um amigo quando um homem que estava dentro de um estabelecimento comercial gritou: “Eu gosto de falar é com gente da sua cor”.

    Em seguida, o suspeito saiu do local e se dirigiu ao carro do militar, proferindo insultos racistas. “Ele disse que aquele não era carro de preto, que o carro seria roubado porque preto não teria aquele tipo de carro. Ainda disse que eu parecia um macaco e que provavelmente aquele carro seria de uma mulher. E, se a mulher fosse minha, com certeza seria uma loira, porque ‘negão’ adora uma loira. Ele ainda completou: ‘negão não, preto’”, relatou Maycom.

    O suspeito, que seria o proprietário do estabelecimento, ainda teria rodeado o veículo, afirmando desconhecer a marca do carro e reiterando que “não era carro de preto”.

    Testemunhas que estavam no local ficaram visivelmente abaladas com a situação. “As duas testemunhas do fato ficaram profundamente incomodadas e depois pediram mil desculpas pelo ocorrido”, contou o ex-comandante.

    Maycom afirmou que, no momento do crime, não acionou a Polícia Militar por estar em estado de choque. “Fiquei estático e muito transtornado com a situação. Resolvi ir embora para não tomar nenhuma atitude com a cabeça quente e perder o meu direito”, explicou. A ocorrência foi registrada na manhã seguinte.

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