Banner Aprendiz 18/032019

Entrevistas e entretenimento: QUE PAÍS É ESSE?

Entrevistas e entretenimento: QUE PAÍS É ESSE?

O ano ainda está no começo, mas são inegáveis as tragédias que assolaram o Brasil nesses primeiros meses. Mortes em séries, negligências em mineradoras e em centros de treinamento, e agora mais futuros interrompidos por algo que não sabemos nem explicar direito. Meninos, aparentemente “normais” entram em uma escola, atiram, distribuem machadadas em alunos e funcionários e depois se matam. Algumas pessoas perguntam se os meninos odiavam alguém, se tiveram problemas na escola, se sofreram bullyng ou se foram expulsos. Será mesmo que algum desses motivos seria uma justificativa para algo tão monstruoso? Esses meninos (se é que pode chamá-los assim), um de 17 anos e outro de 25, premeditaram tudo. Alugaram um carro, vestiram roupas de jogos de video-game, fizeram uma caixa de explosivos falsa, e o mais chocante – fizeram um pacto de se matarem logo depois dos assassinatos. Se a polícia não tivesse chegado em oito minutos com certeza as vítimas seriam maiores; como em um game de morte, quanto mais pessoas mortas maior seria a satisfação dos jogadores. E hoje diante de tantas fotos, vídeos e matérias dessa tragédia eu só consigo pensar no país que deixaremos para nossos filhos e netos. Pessoas matando outras pessoas por diversão, por prazer.

Vendo tudo isso tentei me colocar no lugar daqueles alunos e funcionários que morreram.  Imaginem o susto?  Saíram para estudar ou trabalhar, tomaram seu café da manhã, deixaram à cama bagunçada, a toalha molhada, a conta pra pagar na semana que vem. Deixaram a partida de futebol marcada, o almoço de domingo combinado, deixaram o último beijo em uma pessoa que elas amavam. E foram para as suas lutas diárias. Era dia de rever os amigos, de contar aquele segredo no recreio, de esperar alguém da família para almoçarem juntos. Mas, nada disso aconteceu. Esse dia cheio de cor ficou cinza, ficou vermelho. E por muito tempo vai ficar. Não existem repostas para um crime assim. Os covardes assassinos, sim covardes, se mataram logo depois de terem matado milhares de pessoas, pois nesse caso não morreram oito pessoas, morreram as famílias, os amigos, a esperança de todos que aguardavam seus familiares chegarem em casa. E os que sobreviveram a esse massacre? Como ficará a cabeça de cada um? A morte chegou tão perto, passou raspando. Não tem como seguir normalmente a vida depois de ter visto e sentido o que só eles sentiram. Por um bom tempo os seus olhares estarão perdidos, amedrontados, sem saber se o lugar é seguro, ou as pessoas são seguras.

E eu te pergunto: Que país é esse que estamos vivendo? A violência assustadoramente tem virado um vício. De cada dez notícias que lemos, oito são de terríveis tragédias. Não podemos nos acostumar. Não podemos achar normal ter medo de sair de casa e não voltar mais. Não podemos aceitar ver a nossa bandeira verde e amarela ser manchada de sangue.

Por: Thaís Abreu.

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