Banner Aprendiz 18/032019

Entrevistas e entretenimento – Obesidade na infância e na adolescência

A obesidade é um dos assuntos mais preocupantes da atualidade, pois o acúmulo de peso gera problemas gravíssimos na saúde e em muitos casos irreversíveis. E quando esse assunto começa na infância e na adolescência?

Para tratar disso convidamos o médico Dr. José Mário de Oliveira, especialista em medicina da família, com atuação em tratamento da obesidade.

Segundo Dr. José Mário a obesidade já atinge aproximadamente 15 a 18% das crianças e jovens brasileiros. Faz-se necessário um controle preventivo e o acompanhamento alimentar rigoroso na criança e no adolescente. É importante que o recém- nascido tome o leite materno até o sexto mês. Na impossibilidade do aleitamento natural, recomenda-se que a mamadeira não tenha alto grau calórico, com a inclusão, por exemplo, de farinha láctea. Além disso, o leite de vaca, usado na mamadeira, contém gordura em excesso.

Na fase de crescimento, aconselha-se que a família também siga princípios alimentares semelhantes aos que serão adotados para a criança. O exemplo é muito importante nesta fase de vida da criança.

Outro erro é premiar a criança com doces, para forçá-la a um determinado comportamento.

As maiores causas da obesidade na infância são: excesso de farinha nas mamadeiras, ingestão excessiva de alimentos nos primeiros anos de vida e hábitos incorretos. Na adolescência as principais causas são: vida sedentária, consumos de salgadinho, doces, etc. E para todas essas causas há conseqüências como: problemas psicológicos, má aceitação do grupo de amigos, baixa auto- estima desvalorização pessoal e afastamento de atividades físicas.

O tratamento da criança ou do adolescente obeso requer acompanhamento médico rigoroso. A medicação mesmo homeopática não dever ser usada sem controle. A dieta e a atividade física devem ser ajustadas para a idade da criança ou adolescente.

A prevenção pode ser feita através de estímulo do aleitamento materno para os bebês, disciplina de horários de refeições tanto para crianças como adolescentes, orientações à família sobre as reais necessidades de alimentação de seus filhos, incentivo as atividades físicas e abolição do uso excessivo de carboidratos.

Toda perda de peso deve ser valorizada, estimulando-se a criança ou o adolescente a prosseguir no tratamento. A participação dos pais é fundamental, pois servem como modelo e como exemplos para os filhos.

Por: Thaís Abreu

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