Banner Aprendiz 18/032019

Museu da Loucura é uma visita ao passado e a nossa história

Essa semana fui ao Museu da Loucura, um acervo de nossa cidade. Surpreendi-me com a nova estrutura para visitação. Cercado de fotos, vídeos, áudios e pertences, pude viajar no tempo e perceber o quanto nossa cidade tem a contar.

Pra quem não sabe Barbacena é conhecida como a Cidade dos Loucos, uma história que começou em 1903 , quando a cidade foi escolhida para receber o primeiro hospital psiquiátrico de Minas Gerais , mas continuou por décadas, quando milhares de pessoas foram internadas ali, fazendo com que o município recebesse esse título de cidade dos loucos.

Foram anos extremamente tristes e sofridos, podemos ver nas fotos e em todo o material do museu, as pessoas eram tratadas como bichos enjaulados. Muitas vezes andavam nuas e não tinham condição de terem uma vida digna. Aparelhos de eletro choque eram regularmente usados, e muitas vezes deixavam sequelas. Oura coisa chocante que temos conhecimento nessa visitação é saber do comércio ilegal de órgãos, vendidos para a faculdade de medicina.

Em 1979 esse cenário de guerra começa a mudar quando a reforma psiquiátrica em Minas Gerais foi instaurada. E em 06 de Abril de 2001 a história se desenhou de outra forma. Foi criada a lei que protege as pessoas acometidas de transtorno mental, as assegurando sem qualquer forma de discriminação de cor, raça, idade, sexo, orientação sexual, religião, política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos e grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno ou quaisquer outros.

Hoje o manicômio é mantido pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), e os pacientes são impulsionados a fazerem um presente e um futuro diferentes. Ainda existem alguns pacientes da época da tortura e violência, e claro que jamais essas memórias serão esquecidas por quem viveu.

A história do manicômio também foi reproduzida em livro e filme – Holocausto Brasileiro- escrito por Daniela Arbex. È um livro que nos faz olhar o outro de uma forma mais humana, nos faz enxergar a dor de pessoas que não pediram para serem assim, mas que “pagaram um preço” desumano por serem.

E aqui fica a reflexão: Será que eles eram loucos, ou será que as pessoas que os tratavam assim não eram mais doentes que eles?

E hoje em dia? Será que todos nós somos lúcidos, ou fingimos ser loucos normais?

Por: Thaís Abreu.

 

 

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