Doação de órgãos realizada por família de Barbacena muda a vida de cinco pessoas

 

Ontem (16/01), a Folha de Barbacena (FB) noticiou a doação de órgãos envolvendo uma família da cidade. De acordo com informações, um jovem, de 19 anos, se envolveu em um acidente na MG 265, que liga Barbacena a Cipotânea, próximo ao distrito de Senhora das Dores, no início da noite do último domingo (12/01).

Na tarde da última quarta-feira (15/01),  foi constatada a morte cerebral do rapaz, e mesmo em meio à tristeza da perda, sua família conseguiu reunir forças e exercer um ato de solidariedade.

Tendo em vista a necessidade da realização do transporte dos órgãos de maneira rápida, a Polícia Civil de Minas Gerais foi solicitada para fazer a escolta da equipe e garantir a chega no destino em tempo hábil. Neste cenário, a Polícia Civil de Barbacena realizou a escolta da Comissão Intra-Hospitalar de Órgãos e Tecidos para Transportes, que encaminhou órgãos para transplantes, do Hospital Regional até o aeroporto de Barbacena.

As equipes do MG Transplantes de Juiz de Fora e Belo Horizonte foram acionadas para fazer a retirada e transporte dos órgãos. Hoje (17/01), a redação da FB entrou em contato com a MG Transplantes, e junto à instituição, constatou que a ação solidária da família barbacenense fez a diferença na vida de 5 pessoas, que receberam o coração, pâncreas, rins e córneas.

 

Quero ser doador de órgãos. O que fazer?

Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo de ser doador e deixar claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos.

No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar.

Pela legislação brasileira, não há como garantir efetivamente a vontade do doador, no entanto, observa-se que, na grande maioria dos casos, quando a família tem conhecimento do desejo de doar do parente falecido, esse desejo é respeitado. Por isso a informação e o diálogo são absolutamente fundamentais, essenciais e necessários. Essa é a modalidade de consentimento que mais se adapta à realidade brasileira. A previsão legal concede maior segurança aos envolvidos, tanto para o doador quanto para o receptor e para os serviços de transplantes.

A vontade do doador, expressamente registrada, também pode ser aceita, caso haja decisão judicial nesse sentido. Em razão disso tudo, orienta-se que a pessoa que deseja ser doador de órgãos e tecidos comunique sua vontade aos seus familiares.

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

(Fonte: Ministério da Saúde)

 

Foto: Polícia Civil de Barbacena.

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