Responsabilidade Afetiva

23/04/2021 15:29:00 - Atualizado em 23/04/2021 15:29:54

 

Olá pessoas, João aqui novamente. Vamos falar sobre “Responsabilidade Afetiva?”

Não é novidade pra ninguém que vivemos tempos de relações superficiais e passageiras. Os motivos dessa onda de relações rasas são diversos, posso citar aqui a hipergamia, a falta de caráter, a descrença nas relações e o pior de todos, na minha opinião, o ciclo dos relacionamentos falidos.

E o que seria esse ciclo? São aquelas pessoas que se entregaram a um amor e sofreram  consequências emocionais pela falta de caráter do parceiro(a), relações tóxicas, agressivas dentre tantas outras que eu poderia citar aqui. Porém, essas pessoas seguiram suas vidas acreditando que não vale mais a pena ter uma relação devido a tamanho trauma sem buscar uma ajuda.

Não vou me aprofundar sobre o tema das consequências emocionais, pois creio que isso deva ser abordado por profissionais capacitados a lidar com tais questões. Apenas faço minha recomendação para que procure um e que consiga desta forma aos poucos ir retomando sua vida afetiva de forma saudável.

Mas o que a responsabilidade afetiva tem haver com tudo isso? Tem tudo!

Ser responsável afetivamente é primeiro ser transparente com seus próprios sentimentos e entendimento do que você quer da relação que está envolvida(o). E segundo, ser transparente com a pessoa que está com você sobre suas emoções e sobre o que pensa e o que quer da relação.

Por exemplo, se você está numa relação e não acredita que ela tem futuro, mas você está vivendo por reciprocidade amorosa enquanto o outro pensa estar numa relação com expectativas de criar um futuro juntos, aqui se encontra um problema de responsabilidade afetiva causada pela falta de comunicação, ou até mesmo pelo comodismo de um dos envolvidos, causando desta maneira a tão conhecida dor do amor.

Ninguém é obrigado a gostar da gente, a querer ter um futuro juntos, e esse é o risco que corremos, mas somos responsáveis por deixar isso claro ao outro.

NOTA: “Reciprocidade afetiva é quando você se entrega a uma relação apenas pelo bem estar que ela te causa, seja por companhia, sexo entre outros, mas não acredita nem espera nada além disso da relação.”

Como podem notar, a responsabilidade afetiva começa no ato de uma conversa sincera entre adultos, onde são claramente evidenciados os sentimentos e expectativas de ambos para essa relação. Assim, todos os dois saberão onde estão se metendo. Saberão o que esperar da relação e do outro e terão a opção de escolher se permanecem ou não em tal relacionamento.

O que ferra com as pessoas é o egoísmo, quando a pessoa gosta da relação que está envolvida, mas não gosta ou não quer um futuro com tal pessoa, mas mantém isso em sigilo para proveito próprio, terminando a relação quando bem entender sem maiores explicações, deixando o outro num mar de dor e angústia.

Talvez você esteja pensando, “mas João, como eu vou identificar que estou numa relação de reciprocidade afetiva ou abusiva?”, bom, isso nós vamos falar sobre num outro artigo, onde vou expor algumas situações, ações e manipulações deste mundo das emoções.

Tá vendo como somos sim responsáveis pelo que causamos ao outro quando não somos verdadeiros nem com a gente nem com o nosso parceiro?

Peço que analise este texto com carinho e responsabilidade, pois não existem verdades absolutas e o que trago aqui são reflexões, baseadas em vivência e pesquisa para que possamos juntos construir um ambiente afetivo mais saudável em nossa sociedade.

Se quiser um contato mais próximo comigo ou enviar sugestões de pautas deixo aqui meu instagram @joaopaulocout0. Um grande abraço e até a próxima.

João Paulo Couto
João Paulo Couto

Um intenso aprendiz da vida. Autodidata desde o ano de 1998, o que permitiu com que chegasse a mais de vinte áreas de estudos diferentes, criando desta forma uma teia de habilidades conectadas em diversas áreas do conhecimento e categorias profissionais. Intenso e profundo, busca entender os porquês da vida. Costuma dizer que cada pessoa é um pequeno universo em constante expansão. Seja bem-vindo ao universo de João Paulo Couto.

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