Quando Roubei

07/10/2020 13:32:00 - Atualizado em 07/10/2020 13:38:02

 

Por George Loez.

Confesso!
Sabia que era errado, mas o fiz ou talvez não fosse tão errôneo assim.

Depende, do ponto de vista, bem, este tende a ser respeitado evidentemente, pois o que é naturalmente pessoal.

Com a certeza concreta, que eu não poderia ser preso pelo ato, foi onde surgiu esta coragem em fazer, a sensação da posse, mesmo que rápida, fez o agir quase sem pensar.

A ideia do ter veio quando a intimidade apresentou um tipo de aproximidade.

Sei que não era esperado pela cara de surpresa.

Posso ter sido infiel dentro da confiança, pelo outro não esperar tamanha ousadia, mas no momento só pensava no querer e mais nada!

Tomei sem pedir licença, mas não pretendia fugir, a rapidez do meu ato demonstrou o eu como um exímio larápio.

Poderia ter pedido, pois seria a melhor maneira de possuir, mas o medo da negação era avassalador, então, porque não tentar possuir a meu modo, rápido e sem consentimento.

Este pensamento assombrou-me e ao mesmo tempo encorajou, e então; fiz!

Não houve da minha parte nenhum remorso e nunca o terei, sei muito bem dos meus atos e sobre as responsabilidades que eles trazem e carregam.

Então, por que não?

Só esta pergunta vinha à minha mente, como uma mensagem do ego querendo ser soberano.

Não pedi desculpas nem ao menos explicação, pois já tinha me perdoado antes do ato cometido.

Não vou dizer que não preocupei com a reação alheia logo após.

Mas fazer o que?

Depois, o que esta feito esta feito, e não tem como voltar atrás, sobre isto não há discordância.

Quem gostaria de ser surrupiado?

Talvez seja o único ato contra vontade que pode e poderia ser aceito, mesmo que haja controvérsias.

Não vejo como um tipo de crime ediondo ou algo do gênero, apesar da nomenclatura.

Podem até desaprovar meu modo de pensar, e juro que; não quero e nunca pretendo ser um incentivador!

A propósito, quero ser franco! Não como uma desculpa pelo acontecido, mas dentre quase todos os mortais, veio outro questionamento: Quem nunca roubou um beijo ou teve um beijo roubado? E antes que esqueça, o que antes usurpei hoje é facilmente me dado!

 Do livro Escultor de Frases - Uma Resposta para o mundo

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