Quando nos deparamos

16/09/2020 07:53:00 - Atualizado em 16/09/2020 07:58:35

 

Por George Loez.

 

Somos como dois rios, dentro da nossa história.

Era notório que os nossos trajetos foram feitos em percursos diferenciados. Nós não sabiamos nada um do outro, mas de certo que um dia nos encontraríamos, bom assim se mostrava o destino, desenhando nossas histórias astutamente.

Iniciamos  o caminho tão pequenos e seguimos crescendo sorrateiros, imperceptíveis na evolução, cada um do seu lado, e neste interim não sabiamos nada um do outro, pareciamos inexistentes até então!

Como aglomeramos coisas que agregam peculiaridades tão individuais e significativas, e retribuímos a todos que nos procuravam dando o melhor que podiamos, continuamos sobressaindo,  e quanto maiores mais fortes. Esta robustes que nos foi atribuída, não impediu que cada um ao seu modo passasse pelas  grandes quedas que estavam por vir, por mais assustadoras que fossem, enfim tínhamos de prosseguir. 

Carregamos experimentos dentro de nossas jornadas, aos que não respeitaram nossos limites e abusaram da nossa generosidade criaram uma aproximação arriscada. Infelizmente toda intimidade não permitida tem um preço, pois não pertencíamos a ninguém.

Muitas vezes brandos, muitas vezes ferozes no modo de lidar, mesmo sendo de natureza doce nossa bipolaridade era dependente às situações decorrentes, éramos circunstancialmente transparentes, e em outras ocasiões misteriosos e profundos para qualquer análise de fora.

Alguns se julgavam seguros acima de nós, talvez uma enganosa ideia pela convivência, como um falso atributo na confiança em lidar.

Me vieram estas conclusões por sermos muito parecidos, determinadas características demosntraram isto. Em vários momentos acreditavamos estar sós neste vasto mundo.

Ao  depararmos, decidimos nos unir, foi mais uma necessária atração do que uma mera coincidência, juntos criamos uma imensurável força para atingirmos o objetivo de algo gigantesco ao final, a separação agora era impossível, antes dois pequenos afluentes, hoje unidos transformamos neste majestoso rio próspero a se  tornar um todo, neste encontro magnifico com  a imensidão do mar azul.

Do livro Escultor de Frases - Uma resposta para o mundo

Clube dos Literatos
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Marcelo Miranda
Agencia Qu4tro