O que é o medo?

12/09/2020 08:00:00

O medo está presente nas nossas vidas. Isso é um fato. No entanto, o que devemos ter em mente é a forma como o encaramos. O medo apresenta-se perante o ser humano como uma força. Força essa que pode pender para caminhos positivos ou negativos.

O medo e o desconhecido andam lado a lado. A maioria dos nossos temores se deve essencialmente porque não concentramos em nós todo o conhecimento e controle que desejaríamos. Se excluirmos o medo primário e sensorial – medo de alturas por exemplo – ficamos com o mais perigoso dos medos: o medo racionalizado.

Pensar em questões concretas com a clareza de que o próprio pensamento é perigoso deixa-nos com a sensação de que toda a nossa existência se concentrará em questões que embora nos amedrontem, temos que as ultrapassar.

O maior medo para grande parte das pessoas é a própria morte. Mas a vida sem morte também não tem sentido. Estão intimamente ligadas. Mas, por que a morte nos provoca tanto receio e tristeza? Será por que é um fim ou, na realidade, os nossos receios nunca nos deixaram começar verdadeiramente?

Morrer sem viver; é importante refletir sobre essa questão! Mas, para toda a moeda, existe o seu reverso. E se o mundo é dos fortes, são eles que, ao temerem, redobram a sua coragem e mesmo assim atingem os seus objetivos. Se o medo nos retrair, a coragem nos ativa. Vivemos neste balanço, sendo o autoconhecimento a ferramenta que vai direcionar o lado que essa moeda vai cair.

Na sua função primordial e biológica, o medo é considerado por diversos especialistas algo natural e saudável. Afinal, o medo costuma nos afastar de situações potencialmente perigosas e que representem ameaça para a nossa sobrevivência. No entanto, em excesso, o sentimento do medo pode atrapalhar a vida de qualquer pessoa, no aspecto relacional, social e psicológico.

O medo é uma emoção e não um sentimento. O sentimento é o resultado de uma emoção, ou seja, o medo pode ser primário quando é emoção e transformar-se em secundário ao tornar-se sentimento e daí surgirem síndromes como do pânico que levam a fobias, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). O lado positivo do medo é que ele e a dor preservam a vida, ou seja, são essenciais. Por isso, temos que definir bem o tipo de medo e o peso que damos a ele em nossas vidas.

O desenvolvimento da inteligência emocional nos ajuda a controlar nossos medos. Temos sempre que definir bem o tipo de medo e as suas consequências. Se o medo preserva-me da morte e as suas chances são grandes, vale a pena arriscar? No entanto, se o medo nos impede de seguir adiante para nossas conquistas, vale a pena ter medo?

Por isso, devemos utilizar a inteligência emocional para medir a razão referente ao medo para que possamos controlar e regular isso de maneira benéfica à vida. Colocar a razão a serviço da emoção, ou seja, dar inteligência às nossas emoções.

Vencemos o medo quando trabalhamos a nossa inteligência emocional, a favor da razão. Para isso, lançar mão da Programação Neurolinguística (PNL) como combustível à inteligência emocional, é importante. Em suma, o primeiro passo para vencer nosso medo paralisante é acreditar que somos maior que ele!

 

Autor: Marcelo Mauricio Miranda é professor, comunicólogo, mestre em Educação e Sociedade, Máster Practitioner e Trainer em PNL e coach Integrativo Sistêmico. 

Instagram: https://instagram.com/coachmarcelomiranda?igshid=vi01ywnjfkch

Marcelo Miranda
Marcelo Miranda

Possui graduação em Publicidade e Propaganda, é especialista em Administração, Marketing e gestão Pública e mestre em Educação e Sociedade. Tem formação em Practitioner e Trainer em Programação Neurolinguística (PNL). É editor do Jornal de Barbacena, produzido pela Editora M2T LTDA., professor universitário, palestrante e consultor na área de marketing e desenvolvimento humano.

Ver Publicações


Livro Rossi
Agencia Qu4tro