O grande desafio das relações

16/04/2021 10:36:00 - Atualizado em 22/04/2021 16:53:40

 

Olá, me chamo João Paulo mas você pode me chamar apenas de João. Chego nesta coluna com a árdua missão de quebrar os novos “conceitos” que estão surgindo e sendo impostos como verdades em nossa sociedade, fazendo milhões de pessoas sofrerem em seus relacionamentos.

Esses novos "padrões" chegam principalmente pelas redes sociais, aparecendo como opiniões extremistas ou fundamentadas em estudos na arte de manipular, seduzir, entre outros tantos adjetivos, enquanto outras vem disfarçadas de brincadeiras inofensivas.

Porém, sem que a gente perceba, eles influenciam cada um de nós, enraizando-se como um comportamento social natural na forma de pensarmos e de nos comportarmos com o outro.

Diversos conselheiros, coachs de relacionamentos, Youtubers, Influencers entre outras personalidades vem falando e pregando um modelo de pensamento e comportamento afetivo sem a mínima responsabilidade para com o próximo. É totalmente tóxico para quem consome este tipo de conteúdo, seja gratuito, em cursos ou nas comunidades exclusivas, tanto para homens quanto para mulheres.

E como se não bastasse, a própria pessoa começa a ter um comportamento tóxico, fazendo aqueles com quem se relacionam de vítimas de estratégias e pensamentos egocentristas.

Bom, se olharmos pelo prisma da igualdade, eu me junto a esses tais conselheiros, certo? Uma vez que estou aqui falando sobre. Errado! Primeiro porque não podemos generalizar.

Existem pessoas, profissionais ou não, no campo das relações que tem feito trabalhos brilhantes, ajudando e muito quem vive seus traumas afetivos em silêncio ou em relações abusivas. E o trabalho desses, assim como o meu, é tentar mudar isso e tornar o mundo um lugar mais empático, com responsabilidade afetiva e mostrar os segredos por detrás deste verdadeiro mercado das emoções.

Até porque, eu não estou aqui para dar conselhos, estou aqui para quebrar padrões nocivos, para te fazer pensar e questionar tudo o que tem sido visto como "certo ou errado", inclusive recomendo que avalie de forma profunda todos os meus artigos e os coloque em questionamento também, uma vez que o intuito é te fazer pensar e não gerar um conceito já pré-estabelecido. Essa parte eu deixo para que você faça dentro da sua individualidade.

E por que deixo isso na sua responsabilidade?

Somos seres únicos, com nossas próprias histórias e não podemos ser enquadrados como um produto industrializado que se encaixa dentro de uma linha de produção "das emoções e comportamentos corretos" tendo como guia gráficos e esquemas elaborados para "corrigir" nosso comportamento ou manipular as pessoas com o intuito de obter o que desejamos.

Não posso ser irresponsável ao ponto de dizer que alguns desses processos realmente ajudam, pois acredito sim que tenhamos ótimas ferramentas disponíveis para o nosso desenvolvimento humano, seja ele em qual área for, comportamental, emocional, espiritual entre outros. Inclusive eu mesmo me autodesenvolvo através destes meios. E também conheço o lado obscuro desse campo, e foi por isso que resolvi escrever, para trazer luz e reflexões.

Costumo dizer que cada um de nós é um universo em constante expansão, que quando encontramos outros seres humanos ou vivenciamos experiências no dia a dia geramos uma expansão ainda maior neste pequeno universo chamado eu.

Deixo aqui uma pergunta, temos condições de dizer o que é certo ou errado em um contexto geral, já que em nós mesmos somos um pequeno, porém gigantesco universo em expansão e inexplorado?

Na minha visão nenhum de nós pode responder isso, pois a verdade é subjetiva e cada um tem a sua própria verdade. E por falar em verdade, aqui jamais falarei sobre verdades absolutas, isso não existe aqui. Tudo muda, a vida é fluida o tempo todo.

Hoje surgem cada vez mais teorias da conquista, do relacionamento perfeito, do que fazer e não fazer. E você? Onde fica quem você é realmente no meio disso tudo?

Temos visto surgir padrões que têm moldado nosso emocional assim como nosso comportamento de forma cada vez mais superficial e tóxico. Onde o meu "amor próprio" disfarçado de ego está acima do outro, não importa as marcas emocionais, os traumas que eu deixe pelo caminho. O falso “eu” tem sido a bola da vez, e por pensar no falso “eu”, o “nós” está morrendo um pouquinho mais a cada dia.

Hoje não se ajeitam as relações numa conversa onde temos a grande oportunidade de conhecer o outro, não, hoje simplesmente viramos a página e escolhemos outra pessoa nos catálogos das redes sociais. Tão simples quanto deixar de seguir alguém, sem sentimento, sem história, nada. Apenas superficialidade. E esse comportamento tem feito muitas pessoas sofrerem, pois estamos criando uma sociedade sem "Responsabilidade Afetiva", a qual eu falarei sobre no próximo artigo.

Hoje foi apenas uma breve apresentação dos milhares de temas que iremos abordar aqui.  Saiba que, nesta coluna não existe verdade absoluta, que sua individualidade e história é respeitada, e que nossa busca é por tornar as relações menos abusivas, menos tóxicas e superficiais.

Porém, este que vos escreve não deixará de trazer pontos de vista por ser polêmicos, assim como também não trarei respostas, trarei dúvidas para que você possa construir a sua opinião embasada nos seus sentimentos e histórias, sendo livre para seguir em paz, amando e vivendo cada aprendizado, sem regras absurdas, aliás quem disse que amar exige regras?

Até a próxima e se quiserem um contato mais próximo comigo deixo meu perfil do Instagram aberto para deixarem sugestões de temas que gostariam de ver aqui na coluna. Será muito bem-vindo (a) Instagram: @joaopaulocout0

João Paulo Couto
João Paulo Couto

Um intenso aprendiz da vida. Autodidata desde o ano de 1998, o que permitiu com que chegasse a mais de vinte áreas de estudos diferentes, criando desta forma uma teia de habilidades conectadas em diversas áreas do conhecimento e categorias profissionais. Intenso e profundo, busca entender os porquês da vida. Costuma dizer que cada pessoa é um pequeno universo em constante expansão. Seja bem-vindo ao universo de João Paulo Couto.

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