O amor sobrevive ao isolamento social?

04/07/2020 11:39:00 - Atualizado em 04/07/2020 11:42:36

 

Desde que começou a pandemia e conseqüentemente o isolamento social, fomos bombardeados de notícias, medos, dúvidas. Tudo mexeu muito com nossa cabeça e nosso coração. Vimos em muitos sites e redes socais estatísticas de separação, e o principal motivo era a quarentena. Algumas pessoas separavam pela distância e outras separavam pela proximidade. Vai entender né?

Eu não sei afirmar se relacionamento à distância ou próximo demais dá certo. O que posso afirmar, com certeza, é a vontade de duas pessoas permanecerem juntas independentemente de obstáculos. E cá pra nós? Que obstáculo pesado é essa tal de quarentena. Precisamos nos reinventar, sair da zona de conforto e ser criativo pra não pirar. E em muitos casos, se o amor não tiver uma base sólida ele enfraquece com as mudanças.

O mais engraçado é pensarmos que na época de nossos pais, avós, bisavós não existia toda essa tecnologia a nosso favor. Não existiam cursos pra ser fazer na quarentena, não existia seriado pra maratonar no Netflix, não existiam redes socias e em alguns casos nem a televisão era de total acesso.  As pessoas tinham que conviver sem celular, sem computador. Era o tempo que os casais sentavam-se à mesa e se olhavam, conversavam e dividiam as preocupações e mesmo assim não se afastavam ou não desistiam um do outro. Como também existiam casais que namoravam no portão, que não podiam ficar perto e que se viam poucas vezes na semana e sempre acompanhados da supervisão dos pais, e mesmo assim as relações também duravam. Então será que o problema é realmente a quarentena? Ou as relações que estão vazias de afeto?

Eu acredito no amor, no companheirismo e na amizade de um casal. Tudo pode ser conversado, alinhado e resolvido. As vezes a proximidade demais faz você ver manias, comportamentos e atitudes que você detesta. Em muitos casos isso é adaptação e pode ser mudado com empatia e muito respeito, tanto de você com o companheiro quanto dele com você. Conhecer o outro a fundo pode ser assustador, mas também pode ser prazeroso, a ponto de sentir que vale a pena. Quanto às distâncias, também podem ser encurtadas com telefonemas, gestos, carinho e cuidados. A pessoa se torna presente não só pelo físico, muitas vezes a presença é conexão.

Por isso antes de desistir, de tentar ou de colocar a culpa na quarentena reflita sobre a sua vida e seu futuro. Sentimentos não são descartáveis e não se acha o verdadeiro amor em qualquer esquina. Se o seu amor sobreviveu a quarentena e isso os fortaleceu vocês entenderam tudo. E se não sobreviveu é porque nada era tão forte como muitas vezes as pessoas idealizam.

Tudo vai passar, mas o que é de verdade vai ficar e você saberá reconhecer!

Thaís Abreu
Thaís Abreu

Formada em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda), e Jornalismo, e pós-graduada em Administração e Marketing. Cursando atualmente pós- graduação em Coaching, Liderança e PNL. Começou sua carreira em 2006 estagiando no Jornal Folha de Negócios, cobrindo eventos e fazendo atendimentos publicitários. Em 2017 entrou para a Rádio Correio da Serra com uma participação em um programa. E em 2018 foi convidada a ter seu próprio programa. Ainda em 2018 uniu o seu programa da rádio com o Instagram e conquistou um público fiel que acompanha suas postagens, coberturas, entrevistas e seu dia a dia. Em 2019 foi convidada a ser colunista do site Folha de Barbacena , assinando coluna de entretenimento. Thaís Abreu, mais conhecida como Tatá, faz parte da grade da Rádio Barbacena. Diariamente participa e divide a bancada do programas “No Ar”, " Playlist Barbacena" e " Jornalismo em 30 Minutos". E aos sabados apresenta o" Playlist 94,7 FM".

Ver Publicações


Marcelo Miranda
Agencia Qu4tro