Manifestações Gastrointestinais da COVID-19

09/12/2020 13:24:00 - Atualizado em 09/12/2020 13:27:39

 

Por: Raissa Lohayne Pereira - Liga Acadêmica do Aparelho Digestivo

O novo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, foi observado pela primeira vez no final de 2019 como causador da doença COVID-19. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 80% dos pacientes serão assintomáticos ou irão apresentar quadro leve, e aproximadamente 20% apresentarão quadro grave, dos quais 5% podem necessitar de terapia intensiva. Os sintomas mais comuns incluem febre, tosse e fadiga, podendo estar associados com expectoração, dispneia, cefaleia e anosmia. Contudo, sintomas extrapulmonares também podem resultar da infecção viral, incluindo os sintomas digestivos, que em alguns casos podem ocorrer mesmo na ausência de quaisquer sintomas respiratórios.

Em relação ao aparelho gastrointestinal, o paciente pode apresentar anorexia, dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia. A diarreia é o sintoma digestivo mais comum, com duração média de 4 a 5 dias, podendo durar de 1 dia até 2 semanas. A frequência relatada é em média 3 a 4 vezes por dia, definida como fezes moles ou aquosas, e na maioria dos casos é autolimitada. Há ainda relatos de diarreia isolada precedendo outros sintomas, embora seja mais raro. A incidência de manifestações gastrointestinais é incerta, com relatos que variam de 5 a 50%, porém, sabe-se que pacientes com sintomas digestivos têm pior prognóstico em comparação com aqueles sem tais sintomas. Além disso, o COVID-19 pode causar danos ao fígado, e embora o paciente apresente-se assintomático, a alteração será detectada através da elevação de enzimas hepáticas, o que pode ser observado em 20 a 30% dos casos.

Dado ao grande potencial de transmissão, a lavagem das mãos e uso de álcool gel, precauções de contato, uso de máscaras e manutenção do distanciamento social são essenciais para a prevenção da doença. Além disso, o paciente deve estar familiarizado com essas características clínicas atípicas para auxiliar no diagnóstico precoce e reduzir a transmissão viral.

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