Desafio: educação socioemocional e isolamento

04/06/2020 09:03:00 - Atualizado em 04/06/2020 09:11:07

 

Marcelo Mauricio Miranda

Jornalista, Mestre em Educação,

Coach Integrativo Sistêmico,

Master Practitioner e Trainer em PNL.

coachmarcelomiranda@gmail.com

 

A educação socioemocional é o processo através do qual os alunos aprendem, dentro do currículo escolar, a refletir e efetivamente aplicar conhecimentos, atitudes e competências necessárias ao longo da vida escolar.

O objetivo da educação socioemocional é educar os corações e inspirar mentes, materializando projetos que contribuam para as transformações dos alunos e, consequentemente, do mundo ao seu redor.

Pensar em educação socioemocional é refletir sobre um programa de educação das habilidades socioemocionais que proporciona aos alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental de escolas particulares, públicas e ONGs a aquisição e o fortalecimento de valores humanos essenciais, como Honestidade, Cooperação, Perseverança e Gentileza, entre outros.

Um programa de educação socioemocional deve estar alinhado com as demandas globais e locais da educação, seguindo orientações e diretrizes baseadas em pesquisas sérias e conclusivas a respeito da abordagem a ser adotada. Deve estar em conformidade com os quatro pilares da educação preconizados pela UNESCO: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.

A inclusão da educação socioemocional na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é consequência natural de uma preocupação crescente com a saúde mental de crianças e adolescentes. Com o avanço da pandemia e necessidade de isolamento social, essas habilidades socioemocionais se mostram ainda mais necessárias.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 16% das doenças e lesões em crianças e jovens entre 10 e 19 anos são ocasionadas pelas condições de saúde mental, sendo a depressão e o suicídio as principais causas de morte. Estima-se, ainda, que entre 10% e 20% dos adolescentes passem por problemas psicológicos no mundo.

No Brasil, de acordo com o Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), os casos de depressão praticamente dobraram durante as primeiras semanas de isolamento, enquanto as ocorrências de ansiedade e estresse tiveram um aumento de 80%.

Podemos afirmar que, mais do que nunca, as escolas devem oferecer ferramentas e suporte para que essas crianças e adolescentes lidem com suas emoções de maneira mais consciente e saudável.

De acordo com o Nuvem9Brasil - que é uma ferramenta interdisciplinar para tratar as demandas do desenvolvimento das habilidades socioemocionais - a partir de 2020, todas as escolas brasileiras terão de incluir tais competências nos seus currículos.    As abordagens propostas pelo Nuvem9Brasil estão relacionados com as cinco competências essências, que podem ser ensinadas de várias maneiras e em várias configurações:

Autoconhecimento – capacidade de reconhecer com precisão as próprias emoções, pensamentos, valores e como eles influenciam o comportamento. Assim, pode-se avaliar com precisão os pontos fortes e as limitações de uma pessoa.

Autorregulação – capacidade de regular, com sucesso, as próprias emoções, os pensamentos e os comportamentos em diferentes situações, administrando com eficiência o estresse, controlando os impulsos e motivando a si mesmo. Esta é uma capacidade importante para trabalhar os objetivos pessoais e acadêmicos.

Consciência social – capacidade de poder trabalhar a cooperação e empatia com os outros para lidar com as diferenças. Por intermédio desta consciência, pode-se compreender as normas sociais, éticas e os comportamentos.

Habilidades de relacionamento – capacidade de estabelecer e manter relacionamentos saudáveis e gratificantes com diversos indivíduos e grupos. Promove as condições de se comunicar claramente, ouvir bem, cooperar com os outros, resistir às pressões da sociedade, negociar conflitos e procurar oferecer ajuda quando necessário.

Tomada de decisão responsável – capacidade de fazer escolhas construtivas a partir do comportamento pessoal e suas interações sociais com base em padrões éticos, preocupações com segurança e normas sociais. Pode-se avaliar as consequências de várias ações e suas relações com o próprio bem-estar e dos outros.

 

Referências

http://www.portalguiaescolas.com.br/acontece-nas-escolas/metodologia-de-ensino/o-que-e-educacao-socioemocional/

http://educacaosocioemocional.com.br/

https://escoladainteligencia.com.br/a-educacao-emocional-pode-gerar-uma-revolucao-social/

 

Marcelo Miranda
Marcelo Miranda

Possui graduação em Publicidade e Propaganda, é especialista em Administração, Marketing e gestão Pública e mestre em Educação e Sociedade. Tem formação em Practitioner e Trainer em Programação Neurolinguística (PNL). É editor do Jornal de Barbacena, produzido pela Editora M2T LTDA., professor universitário, palestrante e consultor na área de marketing e desenvolvimento humano.

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