Comportamento: menos tempo na tela, mais sono às crianças

31/10/2020 08:00:00

 

Crianças em idade escolar que dormem mais cedo do que aquelas que ficam diante de seus aparelhos celulares, noite adentro, podem estar mais preparadas para controlar seu comportamento, sugere um novo estudo.

Os pesquisadores descobriram que crianças de 8 a 11 anos que dormiam adequadamente e tinham limites de tempo de tela eram menos propensas do que seus pares a relatarem problemas com comportamento impulsivo.

A impulsividade é geralmente descrita como uma tendência para agir sem pensar, ou uma incapacidade de esperar por algo que você deseja. É um problema central no transtorno de déficit de atenção / hiperatividade (TDAH).

Mais tarde, em outras etapas da vida, a impulsividade também pode tornar as crianças vulneráveis ​​a outros problemas, como abuso de substâncias e outras formas de dependência. Segundo os pesquisadores, o objetivo do estudo era aferir quais fatores podem afetar essa tendência impulsiva: “agir antes de pensar”.

A equipe de pesquisadores aponta uma teoria: tempo demais nos dispositivos - que geralmente exigem respostas imediatas, seja nas mídias sociais ou nos videogames – pode afetar a capacidade das crianças de se autorregularem.

As descobertas, publicadas on-line no Pediatrics, baseiam-se em dados de mais de 4.500 crianças canadenses de 8-11 anos. Os pesquisadores analisaram se as crianças cumpriam as recomendações de sono, tempo de tela e atividade física (60 minutos de exercício moderado a vigoroso por dia).

As crianças preencheram alguns questionários padrão sobre impulsividade – onde foram questionadas até que ponto concordavam com declarações como: "Quando estou chateado, geralmente ajo sem pensar" e "Termino o que começo".

Em geral, as crianças que dormiam pouco e passavam muito tempo nas telas tinham escores de impulsividade mais altos. Os exercícios físicos, por outro lado, não mostraram muita conexão.

Embora o estudo não prove causa e efeito, os pais podem repensar  algumas práticas como: é importante definir um horário à noite em que os dispositivos precisam ser desligados - o que deve ajudar as crianças a dormirem; é importante pensar no contexto mais amplo da questão - o tempo de tela substitui não apenas o tempo de sono, mas também o de exercícios físicos, lição de casa ou o tempo presencial com amigos e familiares? -; o quadro geral – incluindo não apenas a quantidade, mas o conteúdo do tempo de exibição das crianças – também importa; há também os hábitos dos pais, que podem ter que estar conectados em seus dispositivos, às vezes, por razões de trabalho. Mas é importante estabelecer limites também.

 

Marcelo Mauricio Miranda – treinador, palestrante e professor - é comunicólogo, especialista em Administração, Marketing e Gestão Pública, Mestre em Educação e Sociedade, Trainer, Practitioner e Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) pela International Association of NLP Institutes (IN) e Coach Integrativo Sistêmico pela Academia Internacional de Coaching Integrativo Sistêmico (AICIS) e International Association of Coaching Institutes (ICI).

Marcelo Miranda
Marcelo Miranda

Possui graduação em Publicidade e Propaganda, é especialista em Administração, Marketing e gestão Pública e mestre em Educação e Sociedade. Tem formação em Practitioner e Trainer em Programação Neurolinguística (PNL). É editor do Jornal de Barbacena, produzido pela Editora M2T LTDA., professor universitário, palestrante e consultor na área de marketing e desenvolvimento humano.

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