Colha suas vitórias, hoje!

08/09/2020 09:33:00 - Atualizado em 08/09/2020 10:01:27

                A vida é um mistério que se manifesta em forma de constantes desafios com uma dinâmica própria. Cada ser humano percebe essa dinâmica do seu jeito singular para arquitetar a própria personalidade, a sua forma de ser na vida. 

                O cérebro toma conhecimento do que acontece na realidade externa pelas vias sensoriais: visão, audição, olfato, paladar e tato. Essas informações, depois de percebidas, seguem por caminhos específicos até chegarem às áreas cerebrais responsáveis por analisá-las e criar uma resposta. 

                Os estímulos sensoriais podem ser agradáveis, motivadores, amáveis, educativos, pessimistas, dentre outros. A partir desse ponto, por uma visão neurocientífica, a humanidade vai se estruturando na sua relação com a realidade externa.

            Este longo período pandêmico gerado pelo Novo Coronavírus criou uma realidade assustadora para muitos. São imagens de funerais, estatísticas de pessoas contaminadas, cidades com ruas praticamente vazias, escolas sem data para reiniciarem as aulas presenciais, ameaças de perda de trabalho. 

                Esta realidade tem as emoções como um terreno fértil para se instalar e causar uma grande desordem. Ansiedade, medo, estresse, inquietude, sofrimento, tormento, tristeza, depressão, pânico, são respostas do cérebro tendo em vista as informações sensoriais oriundas do mundo exterior. 

                Podemos dizer que este desequilíbrio emocional cria, ainda, uma falta psíquica que, por assim ser, pede uma recompensa que poderá vir em forma de uma alimentação excessiva que terá como consequência, um aumento da circunferência abdominal. Além disso, os instintos agressivos poderão ser liberados e traduzidos na violência doméstica, conforme comprovam as estatísticas.

            No entanto, existem aqueles que convivem bem com o afastamento social imposto pela pandemia. São assintomáticos emocionalmente falando, digamos assim. Então, como as pessoas que estão sofrendo pelo afastamento social prolongado devem agir para não adoecerem?

            São incontáveis as informações sensoriais que chegam ao cérebro humano na menor unidade de tempo. Haverá de existir uma seleção delas para que o Sistema Nervoso não entre em colapso. Quem faz isso é uma estrutura cerebral chamada Sistema Ativador Reticular Ascendente, mais conhecido pela sigla SARA. É o foco de cada momento. Assim, se o “SARA” focar somente na pandemia, o cérebro vai interpretar que a realidade é assim e assim sempre será. As emoções vão se alterar e a saúde, seja ela mental ou somática, ficará comprometida.

            Uma alternativa assertiva para isso está na mudança contínua de foco nas atividades: que haja um tempo para o lazer, para dormir, para alimentar-se equilibradamente, para a prática esportiva, para o banho de água e de sol, para a leitura, para o trabalho home office ou não, para vida em família. Um tempo para as múltiplas atividades. Uma agenda assertiva a partir, até mesmo de um planner.

            Devemos levar em consideração que uma das maiores conquistas do ser humano é a vitória sobre si mesmo diante das adversidades inerentes da vida. Todos os dias, podemos colher nossas microvitórias como acordar, respirar, se alimentar, encontrar com as pessoas que ama e assim por diante. Colha suas microvitórias, hoje! 


 

Autor: Marcelo Mauricio Miranda é professor, comunicólogo, mestre em Educação e Sociedade, Máster Practitioner e Trainer em PNL e coach Integrativo Sistêmico. 

Instagram: https://instagram.com/coachmarcelomiranda?igshid=vi01ywnjfkch

Marcelo Miranda
Marcelo Miranda

Possui graduação em Publicidade e Propaganda, é especialista em Administração, Marketing e gestão Pública e mestre em Educação e Sociedade. Tem formação em Practitioner e Trainer em Programação Neurolinguística (PNL). É editor do Jornal de Barbacena, produzido pela Editora M2T LTDA., professor universitário, palestrante e consultor na área de marketing e desenvolvimento humano.

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