Autossabotagem, como lidar?

05/04/2021 10:31:00 - Atualizado em 05/04/2021 10:32:49

 

A maioria de nós, uma vez ou outra, já se sabotou. Estabelecemos uma meta ou intenção, somos claros sobre o que queremos e, em seguida, nos sabotamos ao permitir que dúvidas, pensamentos e emoções negativas nos preencham e transbordem em inseguranças e crenças limitantes.

A autossabotagem é geralmente um comportamento inconsciente e muitas vezes conduzido por nossas inseguranças e medos. Pode ser uma tática para nos proteger de sermos feridos ou fracassados, ou para evitar frustrações ou qualquer tipo de descontrole.

No entanto, esses hábitos são prejudiciais e tais atitudes autocríticas nos impedem de ser felizes e criar a vida que queremos.

Reverter os hábitos de autossabotagem, como se preocupar excessivamente ou assumir o pior, deve ser feito para ontem. Para tal, é necessário autorreflexão, autoconhecimento e buscar as reais razões que o levam à autossabotagem.

Algumas formas comuns de autossabotagem:

Você já…

- Frequentemente comparou e mediu o seu sucesso com o dos outros?

- Assumiu que você é impotente a toda e qualquer circunstância?

- Projetou negativamente o que as pessoas pensam sobre você?

- É excessivamente crítico a você mesmo e aos outros?

- Se culpou por uma vida inteira por ter errado?

- Ignorou as suas necessidades pessoais?

- Mentalizou os piores cenários?

- Sente ser vítima da vida?

Se você disse “sim” a qualquer uma das perguntas acima, você já se sabotou.

Reuni aqui, algumas dicas que podem te ajudar no processo de autorreflexão, autoconhecimento, e consequentemente, diminuir a autossabotagem.

1. Investir fortemente em conhecer uma pessoa muito importante

Não estamos falando de um crush. Estamos falando de você. O comportamento de autossabotagem prospera na confusão interior e na falta de identidade. Se você não sabe quem você realmente é, é fácil se convencer de que você quer algo que você não quer.

Conheça a si mesmo tão bem que não haja mais espaço para se enganar e fazer o que você não quer.

2. Escreva o seu caminho 

Para reconhecer quem você realmente é, é necessário aprender a ouvir seus próprios pensamentos e sentimentos. Quando colocamos no papel nossos medos, angústias e ideias, conseguimos enxergar as coisas com mais clareza.

3. Valorize seus valores

Os nossos valores pessoais e nossas crenças são fortes indicadores do que realmente queremos da vida.

Muitas vezes, confundimos nossos valores pessoais com os de nossos pais, colegas ou mesmo da sociedade. Esse é um caminho perfeito para a autossabotagem e infelicidade.

Você realmente valoriza a riqueza, ou no fundo você preferiria viver uma vida simples fazendo o que gosta?

O seu valor é “diversão”, porque o seu grupo social exige isso, ou você prefere gastar seu tempo livre estudando e honrando seu valor de sabedoria?

Para parar de se sabotar, é essencial reconhecer os valores com os quais você está alinhado. Assim, poderá agir com mais segurança.

4. Aprenda sobre seus padrões comportamentais

Padrões comportamentais são as repetições de atitudes que aprendemos quando crianças – e tendemos a repetir essas ações.

Esses padrões podem estar tão escondidos em nosso inconsciente que nem sequer percebemos o que eles são, ou o quanto eles estão influenciando as nossas decisões.

Os padrões negativos também são o principal fator por trás da autossabotagem. Por exemplo, se você pensa “não sou digno de amor”, mesmo que deseje ser amado, você sabotará qualquer tentativa de ser amado.

Dedicar um tempo para identificar seus padrões básicos permite alterar essas ações – e esse é mais um passo em direção a parar de se sabotar.

5. Desenvolva a autocompaixão – não a vitimização

Crenças negativas como “eu não sou digno” ou “coisas ruins sempre acontecem comigo” são alimentadas pela sua baixa autoestima, outro componente importante de um hábito de autossabotagem.

No entanto, apenas “decidir” ter boa estima raramente funciona – a gente sabe. Sentir-se bem consigo mesmo é um processo longo que requer comprometimento e principalmente, autoconhecimento.

Mas se houvesse um atalho para a autoestima, esse seria a arte da autocompaixão.

Em vez de tentar alcançar o objetivo quase impossível de sempre gostar de você mesmo, tente ter empatia e compreensão para si mesmo.

Fique diante de um espelho e olhe-se nos olhos. Você, melhor do que ninguém, sabe tudo o que passou na vida – coisas boas e ruins. Reconheça que você é digno de compreensão – todo processo de melhoria leva tempo para acontecer.

Se enxergue como alguém que merece carinho e empatia. Confie no seu processo, pois todo processo é um progresso.

6. Torne-se consciente

A maioria dos comportamentos de autossabotagem é impulsionada por padrões de pensamentos negativos inconscientes. O mindfulness traz sua atenção para o momento presente, para que você possa realmente ouvir esses pensamentos e treinar a si mesmo para não deixar que eles dominem suas ações.

Essa técnica também ajuda você a estar consciente dos seus sentimentos, o que pode ser usado como uma ferramenta de navegação para ajudá-lo a determinar o que é uma sensação de autossabotagem e o que você sente ser algo que realmente deseja.

7. Mantenha o foco na simplicidade

Quanto mais complicamos as coisas, mais difícil é avançar. Isto é, sabotamos o nosso progresso.

Simplicidade pode vir de tirar o drama da situação. Isso significa reconhecer qualquer padrão de pensamento que esteja fazendo com que você torne as coisas maiores do que elas são.

8. Busque ajuda se necessário

Tem horas que por mais que nos esforcemos, não conseguimos avançar tanto assim, e nessa hora, precisamos pedir ajuda.

Se você está tentando quebrar esse padrão e não está conseguindo, busque ajuda de um psicólogo.

Ele irá te ajudar a enxergar o que você hoje não consegue ver, e tornará a sua caminhada mais leve.

Só não se esqueça de pedir ajuda o quanto antes. Afinal, não dá pra passar a vida inteira sendo refém da autossabotagem e limitando a sua felicidade e sonhos, né?

 

Psicóloga Rayene de Fátima Vale dos Santos

CRP 04/54251

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INTIMIDADE NO DIVÃ
INTIMIDADE NO DIVÃ

Rayene Santos é psicóloga, pós graduada em Gestão Pública e Gestão de Pessoas, e Psicologia Sexual. Especialista em Sexualidade Feminina e idealizadora do perfil no Instagram @intimidadenodiva, tem como principal objetivo compreender os fenômenos do Universo feminino e seus diversos fatores. Procurando estimular a autonomia das mulheres, para que passem a se conhecer melhor, conhecer seu corpo, seus gostos, prazeres, a melhor forma de lidar com suas emoções e aprimorarem o autoconhecimento.

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