Autoestima e sexualidade, durante e depois da gestação

18/05/2021 12:02:00 - Atualizado em 18/05/2021 12:03:31

Aceitação do "novo" corpo

Nas diversas fases do curso da vida da mulher, ocorrem transformações no seu corpo e alterações na forma de percebê-lo, levando-as a se sentirem menos sensuais e menos sexualmente atrativas, por não corresponderem ao padrão estético disseminado culturalmente. Se tratando especificamente sobre o período gestacional, por um lado as mulheres expressaram encantamento com o tamanho abdominal, por outro, relataram preocupação com o seu crescimento exagerado, com aparecimento de estrias, flacidez e barriga quebrada (gordura localizada no abdômen) temendo que após a gravidez essas marcas não desapareçam. Os atributos físicos instituídos pela sociedade atual vêm ditando um padrão de beleza nem sempre alcançado pelas mulheres e quando essas se vêem fora do modelo, em decorrência da gestação, temem que essas mudanças sejam definitivas, o que acarretaria na rejeição pelo companheiro.

Reconhecimento das alterações, tanto físicas quanto psíquicas

Uma vez que durante a gestação, os órgãos genitais e os seios vão ser os alvos prediletos das hormonas, e sendo estes também os alvos preferenciais das respostas sexuais, as alterações ao nível da sexualidade na gravidez acabam por ser inevitáveis e compreensíveis. Muitas outras estruturas mudam, desde formas que se arredondam até orifícios que se alargam, e tudo isto pode ter um efeito positivo ou negativo no relacionamento íntimo do casal.

Importante salientar que há alguns fatores que têm impacto sobre o desejo sexual, uns que vão sendo constantes ao longo da gravidez, outros que são mais frequentes no terceiro trimestre, entre os quais se podem destacar a autoimagem corporal, o medo de magoar o bebê, assim como o tamanho do abdômen da mulher, que pode causar desconforto em determinadas posições sexuais, por exemplo, na posição de missionário.

A importância do apoio do parceiro

Ao falar da sexualidade na gravidez é necessário ter em consideração que podem existir alterações devido às próprias mudanças fisiológicas e psicológicas, características de cada um dos trimestres. Por outro lado, o modo como o casal vivencia a sua sexualidade é condicionada pela individualidade de cada um dos parceiros e pelo seu contexto social, que por sua vez é reflexo de um conjunto de crenças, tradições e mitos.

Em suma, a sexualidade na gravidez é vivida de forma diferente pelos casais. É importante ter em consideração que as várias alterações emocionais, fisiológicas, hormonais e psicológicas podem fazer com que seja necessário alterar padrões e hábitos sexuais. Dependendo do estado e da saúde da grávida, pode haver fases em que seja importante parar com a penetração e seja necessário recorrer a outras formas de estimulação sexual, tal como masturbação, sexo oral ou anal. Outras mulheres necessitam apenas de uma maior proximidade íntima e uma maior atenção por parte do parceiro. É fundamental que os dois se comuniquem para que esta fase possa ser vivida da melhor forma por ambos.

A importância do apoio de um profissional

A gravidez é um período de grande importância, que traz modificações físicas, psicológicas e sociais para a mulher, gera novos significados e requer adaptações. Desta forma, sedimentou-se a compreensão de que a gestação traz mudanças não somente corporais (locais e sistêmicas) como também de caráter psicológico e social, fazendo com que as mulheres busquem apoio na sua rede social, onde nascem os significados que dão suporte a suas experiências de vida.

 

Psicóloga Rayene de Fátima Vale dos Santos

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Rayene Santos é psicóloga, pós graduada em Gestão Pública e Gestão de Pessoas, e Psicologia Sexual. Especialista em Sexualidade Feminina e idealizadora do perfil no Instagram @intimidadenodiva, tem como principal objetivo compreender os fenômenos do Universo feminino e seus diversos fatores. Procurando estimular a autonomia das mulheres, para que passem a se conhecer melhor, conhecer seu corpo, seus gostos, prazeres, a melhor forma de lidar com suas emoções e aprimorarem o autoconhecimento.

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