Amor Próprio

14/05/2021 12:14:00 - Atualizado em 14/05/2021 12:14:15

 

Olá pessoas, hoje o assunto é amor próprio. Será que o que temos visto por aí é de fato amor próprio ou egocentrismo disfarçado? Vamos pensar um pouco sobre?

A definição de amor próprio foi criada pela primeira vez em 1950 pela chamada geração Beat e teve continuidade pela geração Hippie por volta de 1960. E sua motivação foram as atrocidades vistas e vividas na Segunda Guerra Mundial.

No início, o amor próprio foi conceituado como  "amor a si mesmo" ou "consideração pela própria felicidade ou vantagem". O que acabou gerando uma dualidade no seu entendimento, entre a conscientização do Eu e o egoísmo de suas ações. Além de grupos que colocam o amor próprio como algo intrínseco à conscientização da saúde mental.

E essa dualidade perdura até os dias de hoje. Principalmente com a chegada dos movimentos sociais e grupos de autoajuda que pregam o amor próprio de acordo com suas definições.

Seria mais ou menos assim, um grupo de pessoas define que o amor próprio consiste em determinadas ações que lhe favoreçam enquanto outro grupo determina outras prioridades e com isso o sentido de amor próprio se perde, tendo como base milhares de frases, vídeos entre outros conteúdos nas redes sociais que vão enraizando na sociedade um conceito de amor próprio distorcido.

Não tem como negar que escolher a si mesmo é um pouco egoísta, já que ao escolher a si, abre-se mão do outro. Mas em inúmeras situações na vida precisamos sim desse comportamento meio egoísta, porém essa escolha não pode ser feita sem o sentimento chamado “Empatia”.

Vamos ao exemplo de duas situações, todas as duas caracterizadas como amor próprio, porém, uma sem o uso da empatia e a mesma situação com o uso da empatia.

Exemplo sem empatia:

“Estou numa relação que não me agrada e decido terminar sem antes verificar as consequências disso no outro, apenas sigo minha vontade pois o meu bem-estar deve ser superior ao que o outro irá viver ou sentir. O famoso, ‘o problema é da pessoa’.”

Neste exemplo, nota-se um comportamento egoísta e nada empático, já que sua escolha favorece e tem como motivador apenas você.

O mesmo exemplo, porém com empatia:

“Estou numa relação que não me agrada e decido terminar, porém, antes do término existe uma conversa onde todos os pontos são esclarecidos levando em consideração as emoções do outro, me preocupando com seus sentimentos, porém sem me deixar de lado. Uma vez que todos os motivos foram esclarecidos.”

Neste exemplo temos empatia junto com responsabilidade afetiva sendo aplicada numa decisão que beneficia quem termina, mas não deixa de lado a consideração pelo outro.

Lembrando que, ao fazer sua parte, as atitudes do outro em relação a sua decisão não são de sua responsabilidade.

Este é um tema muito profundo e complexo para ser abordado apenas em um único artigo, pretendo escrever mais sobre o tema. Porém, deixo esse breve ensaio para que possam pensar e refletir, questionar as palavras aqui ditas e chegar às suas próprias conclusões sobre as consequências das nossas escolhas com o pensamento fixo de “apenas eu” justificado de amor próprio, quando o mesmo não pode existir sem o mínimo de empatia para com o outro.

PS: Empatia não quer dizer abrir mão de você, não quer dizer pena, quer dizer que você toma decisões acertadas levando em consideração os impactos no outro.

Até o próximo tema pessoas, lembrando que agora essa coluna não irá abordar somente temas dentro de Relacionamentos, mas será ampliada para temas de uma vida fora do padrão e seus conceitos. Até breve.

Se quiser ter um contato mais próximo comigo me siga no Instagram: @joaopaulocout0

João Paulo Couto
João Paulo Couto

Um intenso aprendiz da vida. Autodidata desde o ano de 1998, o que permitiu com que chegasse a mais de vinte áreas de estudos diferentes, criando desta forma uma teia de habilidades conectadas em diversas áreas do conhecimento e categorias profissionais. Intenso e profundo, busca entender os porquês da vida. Costuma dizer que cada pessoa é um pequeno universo em constante expansão. Seja bem-vindo ao universo de João Paulo Couto.

Ver Publicações


Coisas de mãe
Festival de musica