Entrevista exclusiva: Vice-prefeita de Barbacena Ângela Kilson

13/08/2020 09:06:00 - Atualizado em 13/08/2020 09:08:11

 

A vice-prefeita de Barbacena, Ângela Kilson (PSDB) concedeu entrevista ao colunista da Folha de Barbacena (FB), Idinando Borges, na última semana. Sempre com um sorriso, Ângela nasceu no bairro Santo Antônio, em Barbacena, e desde muito jovem atuou como agente social, levada pelos pais, aprendizado que se transformou em um ideal. Além das atividades em prol da Igreja, a conhecida Paróquia de Santo Antônio com a vigorosa liderança do Padre Eudes de Carvalho, o bairro é exemplo de solidariedade. As grandes mentoras do trabalho social no bairro, foram as irmãs Moreira. Elas deixaram um legado do “Social para todos”, da qual Ângela foi uma boa aluna e com a família, praticam iniciativas com objetivos de atender as demandas da população. É dirigente da agremiação carnavalesca “Cenário da Alegria” do bairro e empresária no BQ Shopping. Foi vereadora atuante no ano de 2012 e em 2016 foi eleita vice-prefeita de Barbacena.


Borges - Qual o sentimento de ser Vice-prefeita, depois de ter sido uma vereadora atuante?

Ângela Kilson – Muita decepção, vice-prefeito em Barbacena é decorativo. Planejei iniciativas visando uma abrangência de atendimento à população, mas não tive apoio à tais iniciativas. Um exemplo: constatei que como vereadora era atendida e como vice-prefeita, não. 


Borges– Se prefeita, o que faria que o Senhor Luiz Álvaro não fez? 

Ângela – Cumpriria as promessas de campanha, a saber; a Construção do Restaurante Popular, a Internet para todos e teria colocado em prática a fabricação de bloquetes, de baixo custo em prol da cidade. Fui contra o elevado aumento do IPTU, o aumento das taxas la lei de recuo.


Borges – O que você fez para a cidade?

Ângela – Travei uma árdua batalha para melhorar o atendimento do público, notadamente na Secretaria de Obras. Com todas as limitações de orçamento, planejamos a aquisição de um equipamento para a fabricação de bloquetes com a capacidade 4 mil bloquetes/dia.  Não houve vontade política e nem apoio técnico para a continuidade da fabricação. O equipamento comprado com impostos, está inativo na Pedreira. No exercício de Prefeita, em 2019, em sintonia com a Secretaria de Finanças e a Câmara Municipal, promovi repasses financeiros aos hospitais.

Borges – O que você não fez e por que?

Ângela - Entendo que fiz muito pouco, meus planos em prol das periferias com melhoramentos em infraestrutura e humanização nos postos de saúde, não foram possíveis. O foco do Executivo foi esquecer a periferia.

Borges – Barbacena é uma cidade castigada, por que?

Ângela – Muito castigada, a cidade faz o chamado “feijão com arroz”. A cidade precisa de visão estratégica, precisa de incentivo e valorização. Precisa ter metas e tornar-se uma vitrine do agronegócio e trabalhar no sentido de ser uma porta de entrada para o turismo. O futuro prefeito precisa conhecer os bairros, idealizar projetos, buscar recursos e executar. 


Borges – Você saberia dizer qual ou quais os caminhos para uma cidade do porte de Barbacena, numa conjuntura adversa no Estado e no país?

Ângela – Penso que temos que valorizar nossos produtores, temos empresas de porte, exportamos para o mundo, temos bons produtos: frutas, produtos manufaturados e até queijo premiado na França.  Recebi o Cônsul da Itália na Prefeitura, que se dispôs a ajudar em nome do grande número de filhos de imigrantes. No próximo ano, com encolhimento do crédito, será um bom período para elaborar bons projetos, buscar parcerias e “abrir as portas de Barbacena” para investidores.


Borges - Cite algumas medidas que você tomaria, diferente da Administração em relação à pandemia?

Ângela – Barbacena teria que ser avaliada num contexto fora dos padrões do Estado. Nesse momento, só no BQ Shopping, temos o fechamento de 20 lojas. As atividades econômicas ficaram à margem. Eu, prefeita teria constituído um comitê abrangente com uma representação robusta de agentes da saúde, do empresariado e até mesmo com os nossos deputados majoritários.

Borges – E, qual o destino de Ângela Kilson?

Ângela – Olha estou feliz! Diversas lideranças tem nos procurado propondo o cargo de prefeita, ou mesmo vice e ou a volta ao Legislativo. Vou definir a minha opção até final de agosto, após ouvir o deputado Doorgal Andrada. Estou à disposição de sua liderança em prol de Barbacena.

Borges – Qual sua ideia sobre o abandono do Parque de Exposição?

Ângela – O parque de Exposição pertence, em tese à Secretaria de Agricultura. Ele foi edificado no terreno do Estado e imagine, depois de mais de cinco décadas, não houve a transferência para o município. Na passagem do Secretário Ailtom Vidal pela Secretaria, foi elaborado um projeto de revitalização com apoio de empresários da cidade, mas com as mudanças de secretário, as ideias ficaram no papel. É um local referência, é possível revitalizá-lo e até mesmo torná-lo um parque de lazer. Vai precisar de um projeto robusto.

Borges – Para quem você quer mandar recado?
Ângela – Penso que poderia nominar pessoas que não gostam de Barbacena, gente de soberba, que lembram um personagem de Chico Anízio “Odeio Pobre”. Mas prefiro, deixar meu recado de agradecimento aos meus eleitores, pedindo desculpas pela não realização das propostas levadas ao público em 2016. Meu propósito foi e continua sendo servir à cidade. Agradeço ao Site Folha de Barbacena e a você Borges, pelo carinho de sempre. Obrigada!


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