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	<title>Arquivos Colunistas Literatos - Folha de Barbacena</title>
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	<description>Informação sem fronteiras.</description>
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	<title>Arquivos Colunistas Literatos - Folha de Barbacena</title>
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	<item>
		<title>Se fosse por mim</title>
		<link>https://folhadebarbacena.com.br/se-fosse-por-mim/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Iuri]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Dec 2022 18:19:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Barbacena]]></category>
		<category><![CDATA[clarice lopes]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Clarice Lopes eu te compunha em todas as músicas, te escreveria em todos os textos e te picharia em todos os muros por onde passo. se fosse por mim tu estaria no meu corpo tanto quanto eu desejo, tanto quanto o meu desejo te pede. então se eu ficar na ponta dos teus dedos, &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Clarice Lopes</strong></em></p>
<div dir="auto">eu te compunha em todas as músicas,</div>
<div dir="auto">te escreveria em todos os textos</div>
<div dir="auto">e te picharia em todos os muros por onde passo.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">se fosse por mim</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">tu estaria no meu corpo tanto quanto eu desejo,</div>
<div dir="auto">tanto quanto o meu desejo te pede.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">então se eu ficar na ponta dos teus dedos,</div>
<div dir="auto">eu vou tentar não escorregar,</div>
<div dir="auto">me guardar</div>
<div dir="auto">e te pedir pra me visitar</div>
<div dir="auto">no meu lugar mais úmido.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">só que&#8230;</div>
<div dir="auto">úmido mesmo</div>
<div dir="auto">ficam meus olhos,</div>
<div dir="auto">quando paro um minuto pra te observar,</div>
<div dir="auto">rindo sem parar</div>
<div dir="auto">sendo você sem cansar</div>
<div dir="auto">me encarando sem cessar</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">linda até me atravessar.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">úmido mesmo</div>
<div dir="auto">fico eu</div>
<div dir="auto">de te ver passar</div>
<div dir="auto">de te beijar e me segurar</div>
<div dir="auto">de te segurar e ter de soltar.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">e se tudo isso fosse por mim</div>
<div dir="auto">seria por você.</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nós Somos Luz e Grão&#8230;</title>
		<link>https://folhadebarbacena.com.br/nos-somos-luz-e-grao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Iuri]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Dec 2022 12:08:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Barbacena]]></category>
		<category><![CDATA[carla cruz]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Carla Cruz Somos luz e aurora, A poesia e o verso. Sabor ocre de amora&#8230; Nesse vésper disperso Somos luzir da aurora: O sol e o trovão. Somos tocar de Ninfa&#8230; Vênus no mar reverso Que fez mulher-menina E pôs-se a fazer verso Estrela no Universo. Luz que germina o grão. Somos a paz &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Carla Cruz</strong></em></p>
<p>Somos luz e aurora,<br />
A poesia e o verso.<br />
Sabor ocre de amora&#8230;<br />
Nesse vésper disperso</p>
<p>Somos luzir da aurora:<br />
O sol e o trovão.</p>
<p>Somos tocar de Ninfa&#8230;<br />
Vênus no mar reverso<br />
Que fez mulher-menina<br />
E pôs-se a fazer verso</p>
<p>Estrela no Universo.<br />
Luz que germina o grão.</p>
<p>Somos a paz na guerra<br />
Nessa harpa tão doce.<br />
No meu trovar, quimera,<br />
No canto agridoce</p>
<p>No meu dançar de Deusa<br />
&#8211; A que mal toca o chão.</p>
<p>Esses meus pés desnudos<br />
Em leves piruetas<br />
Tornam em cantos mudos<br />
Suaves violetas</p>
<p>Jamais dizer um sim<br />
Querendo dizer não.</p>
<p>Esse trovar tão leve<br />
Das fadas altaneiras<br />
Voam suave ao vento<br />
No canto das paineiras.</p>
<p>Divina a mulher:<br />
Luz que germina o grão!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tudo passa, tudo muda</title>
		<link>https://folhadebarbacena.com.br/tudo-passa-tudo-muda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Iuri]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2022 17:41:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Barbacena]]></category>
		<category><![CDATA[gian henriques]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[literatos]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Gian Henriques O tempo passa, correndo como o vento, ou lento como a brisa. A alegria de um momento, a dor de outro, como o tempo, passa. Assim como pessoas na rua, como pensamentos e a chuva, tudo passa. E mesmo aquilo que fica um dia se modifica e o permanente muda. Até a &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong>Por Gian Henriques</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">O tempo passa, correndo como o vento, ou lento como a brisa.</p>
<p style="text-align: justify;">A alegria de um momento, a dor de outro, como o tempo, passa.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como pessoas na rua, como pensamentos e a chuva, tudo passa.</p>
<p style="text-align: justify;">E mesmo aquilo que fica um dia se modifica e o permanente muda.</p>
<p style="text-align: justify;">Até a muda que um dia cresce e se torna árvore, que produz frutos, se transforma.</p>
<p style="text-align: justify;">E a transformação as vezes rápida, as vezes lenta, assim como os desafios da vida, passa.</p>
<p style="text-align: justify;">E percebemos que a única coisa constante e permanente na vida é a certeza de que tudo passa, tudo muda.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como o tempo que passa, correndo como o vento, ou lento como a brisa. <br clear="all" /><em><span style="color: #888888;"><br />
</span></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Diplomatar</title>
		<link>https://folhadebarbacena.com.br/diplomatar-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Iuri]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 18:29:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Barbacena]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[literatos]]></category>
		<category><![CDATA[otávio henrique]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Otávio Henrique Quero turistar pelo teu corpo-país, com meus sentidos. Envolver na policultura da tua atitude. Me adaptar a tua altitude e mapear teu bioma. Saber cantar teu hino e palavrear teu idioma. Seguir suas leis, e analisar tuas tendências políticas. Dançar em teus trópicos com passos estrabicos e me lambuzar de tuas frutas &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong>Por Otávio Henrique<br />
</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quero turistar</p>
<p style="text-align: justify;">pelo teu corpo-país,</p>
<p style="text-align: justify;">com meus sentidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Envolver na policultura</p>
<p style="text-align: justify;">da tua atitude.</p>
<p style="text-align: justify;">Me adaptar a tua altitude</p>
<p style="text-align: justify;">e mapear teu bioma.</p>
<p style="text-align: justify;">Saber cantar teu hino</p>
<p style="text-align: justify;">e palavrear teu idioma.</p>
<p style="text-align: justify;">Seguir suas leis,</p>
<p style="text-align: justify;">e analisar tuas tendências políticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Dançar em teus trópicos</p>
<p style="text-align: justify;">com passos estrabicos</p>
<p style="text-align: justify;">e me lambuzar de tuas frutas típicas,</p>
<p style="text-align: justify;">doces ou cítricas.</p>
<p style="text-align: justify;">Massagear tuas metrópoles</p>
<p style="text-align: justify;">e mastigar teus dialetos,</p>
<p style="text-align: justify;">me devorar na tua boemia</p>
<p style="text-align: justify;">e saborear teus guetos.</p>
<p style="text-align: justify;">fazer o trânsito de teu sangue</p>
<p style="text-align: justify;">circular nas tuas veias</p>
<p style="text-align: justify;">avenidas,</p>
<p style="text-align: justify;">e decorar as vírgulas capitais</p>
<p style="text-align: justify;">dos teus sonetos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quero o sobe e desce</p>
<p style="text-align: justify;">de tuas serras,</p>
<p style="text-align: justify;">o passear profano por tuas terras,</p>
<p style="text-align: justify;">beijar tuas nascentes</p>
<p style="text-align: justify;">e me hospedar nos teus horizontes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">quero me saciar</p>
<p style="text-align: justify;">do insaciável</p>
<p style="text-align: justify;">terreno</p>
<p style="text-align: justify;">entre suas fronteiras</p>
<p style="text-align: justify;">limiares,</p>
<p style="text-align: justify;">terras,</p>
<p style="text-align: justify;">ventos</p>
<p style="text-align: justify;">e amares.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ofício de encorajamento</title>
		<link>https://folhadebarbacena.com.br/oficio-de-encorajamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Iuri]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2022 13:30:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[clube dos literatos]]></category>
		<category><![CDATA[felipe correia]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Felipe Correia Que a maldade do mundo Não te faça esquecer que você é bom É que quanto maior o voo, maior a queda O problema de voar pela primeira vez É que a ordem do piloto de colocar o cinto nos faz pensar que estamos protegidos e que na pior das hipóteses um &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong>Por Felipe Correia</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Que a maldade do mundo</p>
<p style="text-align: justify;">Não te faça esquecer que você é bom</p>
<p style="text-align: justify;">É que quanto maior o voo, maior a queda</p>
<p style="text-align: justify;">O problema de voar pela primeira vez</p>
<p style="text-align: justify;">É que a ordem do piloto de colocar o cinto nos faz pensar que estamos protegidos e que na pior das hipóteses um colete pode nos salvar.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos esquecemos que não existe defesa contra picos de montanha, mau tempo, e comunicação deficiente com as torres</p>
<p style="text-align: justify;">Vemos pessoas caindo todos os dias</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a boa notícia é que várias delas sobrevivem</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas escrevem livros e aparecem em programas de TV</p>
<p style="text-align: justify;">Outros viram garotos propaganda de alguma agência bancária</p>
<p style="text-align: justify;">Quando chegar sua vez de cair, desejo que torne a alçar voo</p>
<p style="text-align: justify;">Mas que seja como vaga-lume</p>
<p style="text-align: justify;">Brilhando de forma inconfundível até pra crianças, seja de idade ou a interior</p>
<p style="text-align: justify;">Só quem é mau esbofeteia vaga-lumes</p>
<p style="text-align: justify;">Então não fique triste se tombar mais uma vez</p>
<p style="text-align: justify;">Já vi borboletas serem mortas para enfeitar páginas de livros</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, não retroceda em sua metamorfose, mesmo que alguns não reconheçam seu esforço e o tratem como lagarta.</p>
<p style="text-align: justify;">No jardim guardado que todos têm, sim, eu acredito! Você é a borboleta que inspirou Vinicius de Moraes</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda rogo pra ti, a beleza, a juventude eterna e o entusiasmo de Dorian Gray</p>
<p style="text-align: justify;">Sem o disparate de encantar em  público e ser, no fundo do porão, um quadro mofado, podre e digno de vergonha.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre voos e pousos, tombos e recomeço</p>
<p style="text-align: justify;">Recuso-me a afundar.</p>
<p style="text-align: justify;">Cordialmente</p>
<p style="text-align: justify;">De: Eu</p>
<p style="text-align: justify;">Para: Mim</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uma história de amor no lixo</title>
		<link>https://folhadebarbacena.com.br/uma-historia-de-amor-no-lixo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Iuri]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2022 14:34:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[marcos faria]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Marcos Faria Eram tempos muito difíceis e ele tinha que se virar para conseguir seu sustento. Várias atividades informais e tudo o que fosse possível para conseguir prover o lar levaram-no a mexer com reciclagem também. Remexer no lixo dos outros e conseguir transformar isso em dinheiro era um dos seus desafios diários. O &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong>Por Marcos Faria</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Eram tempos muito difíceis e ele tinha que se virar para conseguir seu sustento. Várias atividades informais e tudo o que fosse possível para conseguir prover o lar levaram-no a mexer com reciclagem também. Remexer no lixo dos outros e conseguir transformar isso em dinheiro era um dos seus desafios diários.</p>
<p style="text-align: justify;">O desanimo das tarefas árduas e muito vezes ingratas estavam abalando seu estado de espírito, se sentia cansado, frustrado e aflito. Até que naquele dia encontrou uma centelha de felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Remexendo o lixo, um pacote lhe chamou atenção. Em um papelão grosso, mas dobrável e amarrado em linha de plástico colorido desencadeou a curiosidade que sussurrava em seu ouvido, levando-o a largar todas as outras coisas para focar naquele objeto.</p>
<p style="text-align: justify;">Abriu o pacote e fintou um aparente livro, mas sem título na capa. Ao abrir, ficou claro do porquê, tratava se de um álbum, mas não um qualquer, um álbum de casamento. Observou os rostos daquelas pessoas enquanto folheava e via a alegria delas.</p>
<p style="text-align: justify;">“<i>O que será que aconteceu com eles? Aquilo tudo agora reduziu se a fotos jogadas no lixo?”, </i>questionou se.</p>
<p style="text-align: justify;">Era perceptivo que tudo foi muito caro, do álbum em si a festa chique, desde a ornamentação da igreja até o que parecia ser um sítio alugado para a ocasião, talvez o lugar na verdade fosse propriedade deles.</p>
<p style="text-align: justify;"><i>“O buffet era digno de reis!”,</i> pensava assustado.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensou no quão ricas eram aquelas pessoas e que jamais conseguiria dar aquela festa para sua &#8220;patroa”. Contudo, lembrou-se que mesmo sem poder dar toda aquela ostentação ou de qualquer outro tipo, ela estava em casa esperando por ele, sempre dando a força que precisa para seguir em frente de cabeça erguida e lutando ao seu lado.</p>
<p style="text-align: justify;"><i>&#8220;Realmente aquilo era amor!&#8221;,</i> pensou.</p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém estaria ao lado de alguém como ele senão fosse por isso e logo não havia margem para qualquer tipo de interesse. Assim, concluiu que era muito mais rico que aqueles anônimos das fotos, pois seu casamento não estava no lixo e começou a cantarolar um clássico dos The Beatles:</p>
<p style="text-align: justify;"><i>“</i><i>Can&#8217;t buy me love &#8230; Can&#8217;t buy me love &#8230;”. </i>Desencadeando espanto e sorrisos de quem passava por perto&#8230;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pique-esconde</title>
		<link>https://folhadebarbacena.com.br/pique-esconde-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Iuri]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2022 19:14:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[george loez]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[literatos]]></category>
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					<description><![CDATA[Por George Loez Quando criança existiam diversos jogos para passar o tempo, desde: amarelinha, pular corda, pau pedra tesoura, dentre tantos, que nem ouso tentar contar, mas em particular, havia um que eu mais gostava pelo fato talvez de vedar os olhos com as mãos, recostado na parede ou em uma árvore qualquer e tentar &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong>Por George Loez</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Quando criança existiam diversos jogos para passar o tempo, desde: amarelinha, pular corda, pau pedra tesoura, dentre tantos, que nem ouso tentar contar, mas em particular, havia um que eu mais gostava pelo fato talvez de vedar os olhos com as mãos, recostado na parede ou em uma árvore qualquer e tentar encontrar o esconderijo dos meus amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram tantas as vezes!</p>
<p style="text-align: justify;">Um dois três….</p>
<p style="text-align: justify;">Lá vou eu!</p>
<p style="text-align: justify;">Esta era a contagem para logo virar e seguir a busca.</p>
<p style="text-align: justify;">Te peguei!</p>
<p style="text-align: justify;">Esta era a palavra usada quando se achava um amigo nesta brincadeira de se camuflar.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo após invertia se os papéis…</p>
<p style="text-align: justify;">E era a vez dele contar.</p>
<p style="text-align: justify;">Até que um dia paramos de brincar.</p>
<p style="text-align: justify;">Passou tão rápido que perdi a noção do ontem.</p>
<p style="text-align: justify;">O tempo seguiu tão depressa, quase não percebi a mudança. Mas tudo mudou!</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje adulto, fico à querer contar novamente recostado em algum lugar para achar os amigos que perdi pelo caminho. Hoje procuro e não os encontro mais. Eles sumiram pela vida. Nenhuma notícia. Ou quem sabe, fui eu que me escondi tão bem que seja difícil de me achar?</p>
<p style="text-align: justify;">Outro dia por sorte, encontrei um destes amigos de infância, quase sem querer. Foi difícil de acha-lo, pois mesmo à minha frente tinha se escondido em outra fisionomia. Na transformação do tempo. Estava muito diferente, difícil identificação. Tinha um cabelo na face que antes não existia! Deduzi quem era pelo olhar, então perguntei-lhe meio sem jeito, e com o sorriso tímido, confirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele custou a me reconhecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu também tinha mudado e nem tinha dado conta disto. Queria dizer, tá contigo, agora é a sua vez! Mas ele não entenderia nada. Conversamos muito pouco, e os assuntos foram outros. Perdemos a antiga intimidade infantil, lembramos de amigos que há muito tempo não víamos, mas não lembrávamos nada mais sobre seus nomes, se transformaram em termos.</p>
<p style="text-align: justify;">Fulano, beltrano, ciclano.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde identificávamos pela vaga lembrança de fisionomias peculiares de cada um.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito tempo havia se passado. Apenas gesticulava a cabeça em um balançar de negatividade como resposta. Não fazíamos nenhuma ideia onde estariam.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, nos despedimos e continuei caminhando, lembrando de outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Pura nostalgia.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem sabe um dia encontre com mais alguém, assim como por encanto, ou quem sabe quantos não passaram por mim sem que os reconhecesse e nem me desse conta.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é a vida aonde o destino insiste em continuar com este interminável jogo de pique-esconde na trajetória do nossos dias, com pessoas que encontraremos por acaso talvez, e outras que nem veremos mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Continuarei brincando.</p>
<p style="text-align: justify;">Um, dois, três…</p>
<p style="text-align: justify;">Lá vou eu…</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nossa Bossa</title>
		<link>https://folhadebarbacena.com.br/nossa-bossa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Iuri]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2022 19:10:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Barbacena]]></category>
		<category><![CDATA[carla cruz]]></category>
		<category><![CDATA[clube dos literatos]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Carla Cruz O verão anuncia que é hora de amar Vem a Nossa Bossa comigo cantar! Vem vindo a menina Com jeito de flor Um passo mansinho Falando uai e sô! Gingado-balanço quadril vai e vem É assim lá em Minas na terra do trem Assim canta a menina a que diz uai e &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong>Por Carla Cruz<br />
</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">O verão anuncia<br />
que é hora de amar<br />
Vem a Nossa Bossa<br />
comigo cantar!</p>
<p style="text-align: justify;">Vem vindo a menina<br />
Com jeito de flor<br />
Um passo mansinho<br />
Falando uai e sô!</p>
<p style="text-align: justify;">Gingado-balanço<br />
quadril vai e vem<br />
É assim lá em Minas<br />
na terra do trem<br />
Assim canta a menina<br />
a que diz uai e sô<br />
Essa é a Bossa da Moça do Interior!</p>
<p style="text-align: justify;">A mineira caminha<br />
com brilho no olhar<br />
um jeitim tão quietim<br />
um perfume no ar!<br />
Um cheirim de morango<br />
Vem cá, ó meu bem!<br />
Diz a moça da rosa,<br />
do uai e do trem!</p>
<p style="text-align: justify;">Pãozinho de queijo<br />
Café com sabor<br />
faz um bolo na tarde<br />
e te chama de amor!</p>
<p style="text-align: justify;">Gingado-balanço<br />
quadril vai e vem<br />
É assim lá em Minas<br />
na terra do trem<br />
Assim canta a menina<br />
a que diz uai e sô<br />
Essa é a Bossa da Moça do Interior!</p>
<p style="text-align: justify;">Ó meu bem, vem aqui<br />
Vem falar uai e sô<br />
bem abaixo da linha do Equador!<br />
Vem aqui dar beijim<br />
Vem achar o amor<br />
Essa é a Bossa da Moça do Interior!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas que trem, sô!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Azul</title>
		<link>https://folhadebarbacena.com.br/azul/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Iuri]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2022 19:40:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[clube dos literatos]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Isabella Paolucci Azul sempre foi a minha cor favorita. Desde pequena eu sempre gostei de como o céu me trazia tranquilidade, de como essa também era a cor do mar e amei cada uma das inúmeras variações de tons. Sempre foi a minha cor, aquela que eu sempre vestia mesmo que algumas pessoas ainda &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong>Por Isabella Paolucci</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Azul sempre foi a minha cor favorita. Desde pequena eu sempre gostei de como o céu me trazia tranquilidade, de como essa também era a cor do mar e amei cada uma das inúmeras variações de tons. Sempre foi a minha cor, aquela que eu sempre vestia mesmo que algumas pessoas ainda insistissem no &#8220;menina veste rosa&#8221;. Agora, no entanto, eu não a vejo mais assim e acredito que talvez seja pq ela me lembra você. Me lembra do cabelinho azul, dos livros e das suas histórias, me lembra de como vc deve ficar linda usando, ainda que prefira o pretinho básico de sempre. Sinceramente, eu não faço a menor ideia do que me levou a escrever isso, da mesma forma que não sei mais dizer onde você começa e eu termino, onde o meu azul se mistura com o seu, tudo o que eu sei é que criamos uma nova variação, que agora é a minha favorita.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje pensei muito em você e por algum motivo precisei engolir o choro durante todo o dia. Você também imagina tons de azul perfeitos e que só seriam possíveis se eu combinasse o meu ao seu? Você já pensou em como seria essa combinação ao vivo? Nas sensações que ela causaria em nós? Às vezes eu penso que esse aperto em meu peito poderia me matar e me pergunto o que eu poderia fazer para aliviar. Você também sente? Se sim, pode me dizer o que pode ser feito pra aliviar? Talvez eu faça o mesmo do lado de cá.</p>
<p style="text-align: justify;">Escrevo essa carta a você enquanto observo o céu. Não consegui te desejar uma boa noite hoje, mas saiba que pensarei em você ao longo de toda ela, torcendo para que possamos quem sabe um dia encontrar a resposta de qual seria o tom de azul que nos trará felicidade. Eu não sei se o meu é o ideal para você, mas quero que saiba que eu farei o possível para manter o seu tom comigo para sempre. Porque azul não é mais a minha cor ou a cor do céu. Azul é a cor da felicidade, da leveza. Azul é a cor do amor e por isso ela está marcada em todos os seus mínimos detalhes, por isso ela é sua e sempre será.</p>
<p>E se não mais tão sua, talvez seja porque sei lá&#8230; ela é nossa.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Pique-esconde</title>
		<link>https://folhadebarbacena.com.br/pique-esconde/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Iuri]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Oct 2022 19:35:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatos]]></category>
		<category><![CDATA[clube dos literatos]]></category>
		<category><![CDATA[george loez]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
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					<description><![CDATA[Por George Loez Quando criança existiam diversos jogos para passar o tempo, desde: amarelinha, pular corda, pau pedra tesoura, dentre tantos, que nem ouso tentar contar, mas em particular, havia um que eu mais gostava pelo fato talvez de vedar os olhos com as mãos, recostado na parede ou em uma árvore qualquer e tentar &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por George Loez</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Quando criança existiam diversos jogos para passar o tempo, desde: amarelinha, pular corda, pau pedra tesoura, dentre tantos, que nem ouso tentar contar, mas em particular, havia um que eu mais gostava pelo fato talvez de vedar os olhos com as mãos, recostado na parede ou em uma árvore qualquer e tentar encontrar o esconderijo dos meus amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram tantas as vezes!</p>
<p style="text-align: justify;">Um dois três&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">Lá vou eu!</p>
<p style="text-align: justify;">Esta era a contagem para logo virar e seguir a busca.</p>
<p style="text-align: justify;">Te peguei!</p>
<p style="text-align: justify;">Esta era a palavra usada quando se achava um amigo nesta brincadeira de se camuflar.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo após invertia se os papéis&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E era a vez dele contar.</p>
<p style="text-align: justify;">Até que um dia paramos de brincar.</p>
<p style="text-align: justify;">Passou tão rápido que perdi a noção do ontem.</p>
<p style="text-align: justify;">O tempo seguiu tão depressa, quase não percebi a mudança. Mas tudo mudou!</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje adulto, fico à querer contar novamente recostado em algum lugar para achar os amigos que perdi pelo caminho. Hoje procuro e não os encontro mais. Eles sumiram pela vida. Nenhuma notícia. Ou quem sabe, fui eu que me escondi tão bem que seja difícil de me achar?</p>
<p style="text-align: justify;">Outro dia por sorte, encontrei um destes amigos de infância, quase sem querer. Foi difícil de acha-lo, pois mesmo à minha frente tinha se escondido em outra fisionomia. Na transformação do tempo. Estava muito diferente, difícil identificação. Tinha um cabelo na face que antes não existia! Deduzi quem era pelo olhar, então perguntei-lhe meio sem jeito, e com o sorriso tímido, confirmou.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele custou a me reconhecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu também tinha mudado e nem tinha dado conta disto. Queria dizer, tá contigo, agora é a sua vez! Mas ele não entenderia nada. Conversamos muito pouco, e os assuntos foram outros. Perdemos a antiga intimidade infantil, lembramos de amigos que há muito tempo não víamos, mas não lembrávamos nada mais sobre seus nomes, se transformaram em termos.</p>
<p style="text-align: justify;">Fulano, beltrano, ciclano.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde identificávamos pela vaga lembrança de fisionomias peculiares de cada um.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito tempo havia se passado. Apenas gesticulava a cabeça em um balançar de negatividade como resposta. Não fazíamos nenhuma ideia onde estariam.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, nos despedimos e continuei caminhando, lembrando de outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Pura nostalgia.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem sabe um dia encontre com mais alguém, assim como por encanto, ou quem sabe quantos não passaram por mim sem que os reconhecesse e nem me desse conta.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é a vida aonde o destino insiste em continuar com este interminável jogo de pique-esconde na trajetória do nossos dias, com pessoas que encontraremos por acaso talvez, e outras que nem veremos mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Continuarei brincando.</p>
<p style="text-align: justify;">Um, dois, três&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Lá vou eu&#8230;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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