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Carta Precoce

Por George Loez

Escrevo não com tristeza, mas com perplexidade, estou morrendo!

Este é um tipo de descoberta que assusta! Ainda mais dentro da beleza da existência, e das possibilidades não experimentadas. Poderia estar errado o tal diagnóstico, mas não! Estava certo, até aquele momento não tinha a percepção que existia algo acontecendo comigo, não me foi dado o quanto ainda faltava, apenas  tinha; uma recomendação consciente dentro do inevitável, eu tinha que viver ao máximo todos os dias.

Praticar algum esporte, não importando qual, tinha que visitar os amigos, pelo menos os mais importantes, procurar alguns parentes,quem sabe  até manter contato! Ê diante de qualquer relacionamento sério,ser mais carinhoso, atencioso e presente!

Agora era aproveitar o resto do tempo que eu tinha, com viagens talvez, ir a shows, ouvir uma boa música de vez em quando,procurar ler livros, muitos livros para relaxar, diante da ociosidade dos espaços vazios da mente, andar de bicicleta, correr rapidamente ou apenas caminhar por ai, principalmente me dedicar a aprender coisas novas, colocar a cabeça em foco no que a vida me proporcionará, eu entusiasmarei com tudo de agora em diante, independente de questões financeiras, fazer o máximo de acordo com a minhas vontades e possibilidades e limitaçoes, que me são tão peculiares. Indaguei perante esta descoberta se existiria algum remédio milagroso que pudesse reverter o processo, e não obtive resposta, como se ele quisesse dizer taxativo um não, não tem!

É, ele não tinha dúvidas sobre aquele diagnóstico, havia um incontável numero de pessoas que já tinham o consultado, e era sabido que nunca foi falho um resultado que apresentasse, era exato, era o mais sábio, um verdadeiro especialista, o melhor de todos, pelo menos sobre esta questão, sorte eu ter procurado as respostas no momento certo.

Saibam que não tenho nenhuma doença terminal por mais que pareça, é verdade que estamos morrendo aos poucos a cada dia que passa, diante dos anos que tenho percebi que muitos de meus amigos, familiares e até mesmo desconhecidos passaram por esta incrível percepção.

Muitos ainda lutam para seguir em frente, outros fizeram como eu; decidiram viver o máximo mesmo tendo esta certeza de um fim;mesmo que longínquo.

Outros já não se encontram em nosso meio, seguiram a partida dentro do momento previsto por ele, espero que tenham descoberto e seguido sua sutil recomendação.

Hoje não tenho aquela preocupação excessiva de outrora, deste momento em diante, fiz uma promessa pessoal, seguirei à risca, vou ter uma existência digna de ser vivida,viverei cada instante que me resta ao máximo, pois não estou bem certo quando será a minha hora, e agradeço a sinceridade deste magnifico especialista, que em certo momento de clareza e maturidade,  mostrou evidências que comprovam sem sombras de duvidas o que eu temia a irrefutável verdade, e serve para qualquer um de nós.

Esta não é uma ideia pessimista, por mais que possam acreditar, muito pelo contrário, só tenho a agradecer, por  lembrar que a vida é valiosa e curta demais, a partir de agora viverei o máximo  que ainda me resta ,obrigado por este diagnóstico precoce e tão preciso Doutor TEMPO!

Sobre o Autor

Nascido em 1971,filho de funcionário publico e de uma costureira,um dentre três irmãos sempre teve desde criança um dom para desenhar e inventar histórias.

Um dia não sei ao certo qual foi em sua vida, no ano de 1990, após o falecimento do irmão mais novo,  com 18 anos de idade se alistou como soldado.

Nas aulas teóricas sobre armamentos,  sentindo entediado com o conteúdo da matéria, sentiu uma vontade de imensa de escrever,  começou então a escrever uma história sobre um pombo e um mendigo, depois complementou com outras histórias que foram surgindo durante os anos seguintes que davam uma bela continuidade, personagens ligados indiretamente ao habitat onde viviam, criando assim um conjunto de varias vidas interligadas por uma linha tênue quase invisível chamada destino imaginário.

Na sua cidade existe uma grande praça central, quando adolescente adorava ir aquela praça para observar as pessoas que ali estavam e também os pombos, era um bom passa tempo

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