Banner Aprendiz 18/032019

Campanha de vacinação contra o HPV é reforçada

O Vírus do Papiloma Humano (HPV) – tradução de Human Papiloma Virus, é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causadora de verruga genital e variados tipos de câncer, tais como o câncer cervical – o câncer de colo de útero, câncer anal e genital. O vírus não tem cura, mas, atualmente, existem meios eficazes de prevenção e tratamento. A vacina é um deles.

Quando se é vacinado contra o HPV, previne-se 70% dos cânceres do colo útero, 90% do câncer anal, 63% do câncer de pênis, 70% dos cânceres de vagina, 72% dos cânceres de orofaringe e 90% das verrugas genitais. Além disso, a vacina protege contra o pré-câncer cervical em mulheres de 15 a 26 anos. A vacina é segura e não aumenta o risco de eventos adversos graves, aborto ou interrupção da gravidez.

No Brasil, a vacina que circula nos postos e hospitais é a vacina quadrivalente. Aprovada pelo Ministério da Saúde (MS) desde março de 2014, a vacina protege contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18, evitando o câncer cervical, vaginal, câncer vulvar e câncer anal, além da verruga genital.  É indicada para mulheres de nove a 45 anos e homens de nove a 13 anos.

A vacinação pública contra o HPV acontece durante todo o ano e cobre meninas de nove a 13 anos e meninas e mulheres de nove a 26 anos de idade que vivem com o vírus da imunodeficiência humana (HIV). Desde 2017, meninos de nove a 13 anos e HIV positivos de nove a 26 anos também podem vacinar gratuitamente.

Em Minas

Em Minas Gerais, os dados de vacinação contra o HPV são preocupantes. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), 2,2 milhões de adolescentes não completaram as duas doses da vacina contra o vírus. Apenas 15,95% dos meninos foram protegidos, enquanto nem a metade do público-alvo, que é o feminino, completaram as doses. Somente 48,46% das meninas procuraram a prevenção.

Os jovens que tomaram apenas uma dose da vacina não são considerados imunes ao HPV. Por isso, o Ministério da Saúde (MS) intensificou a divulgação da cobertura vacinal, que busca atingir a marca de 80% do público vacinado. Essa porcentagem significa imunizar 1,8 milhões de meninas de nove a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, em Minas.

A baixa procura pela vacina pode ser associada a vergonha, por ser a doença vinculada à vida sexual, e ao machismo da sociedade.

Barbacena

A Prefeitura Municipal de Barbacena (PMB), através da Secretaria Municipal de Saúde (Sesaps), participando do Programa Nacional de Imunização (PNI), realiza a Campanha de Mobilização, lançada pelo Ministério da Saúde em 2018, para vacinar pelo menos 80% de meninas, de nove a 14 anos, e meninos, de 11 a 14 anos, contra o vírus do HPV.

Com o slogan “Não perca a nova temporada de Vacinação contra o HPV”, a campanha, que vai até o próximo dia 28, tem o objetivo de mobilizar a população, uma vez que a vacina contra o HPV faz parte do calendário de rotina e encontra-se disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Barbacena.

A Folha de Barbacena (FB) conversou com Ana Lúcia, subsecretária de promoções e ações na saúde de Barbacena, e a servidora deu detalhes sobre a vacinação na Cidade. “A gente já possui a vacina desde 2014. No começo, nós aplicávamos nas escolas, mas conseguimos colocar a vacina no quadro de rotina”, informou, Ana Lúcia.

Sobre a procura, a subsecretária destaca que ainda é bem tímida. “Os adolescentes vão porque consta no cartão de vacina deles. Também aparecem os portadores do HIV e transplantados, que é a orientação, embora não estejam na faixa etária. Mas é uma vacina pouco procurada, porque é muito associada à libido dos jovens e envolve a questão do preconceito. Apesar deste obstáculo, Barbacena se mantém na meta com cerca 80% de imunizados”, relatou.

                Ana Lúcia conclui dizendo que “a vacina é uma prevenção, não um tratamento. Para os portadores do HPV, o conselho é procurar as formas de tratar o vírus para extinguir as chances de evolução”.

Por: Lucas Di Capri.

Orientação: Marcelo Miranda – Jornalista/Editor.

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