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Barbacena era assim…

Barbacena por volta de 1911, fotografia que aparece na página 776 do livro Impressões do Brazil no Seculo Vinte. Reprodução.

Um livro editado em 1913, e uma obra rara, fez um detalhado relato de como era o Brasil e suas principais cidades no início do século passado. Impressões do Brazil no Seculo Vinte, foi uma edição luxuosa, impressa na Inglaterra por Lloyd’s Greater Britain Publishing Company, Ltd.

Provavelmente a obra era destinada a empresários e investidores. Tendo como principais editores o brasileiro Joaquim Eulalio e o historiador inglês Arnold Wright, o livro é ricamente ilustrado e não deixou de registrar como era Barbacena na época.

Algumas fotografias, cujos autores não são mencionados, ilustram uma cidade com mais de 60 mil habitantes (na verdade, a soma da população de vários distritos hoje emancipados que formavam um grande município). O texto também não poupava bons adjetivos para aquela Barbacena de mais de um século atrás.

Confira o fragmento da obra que trata da Cidade das Rosas:

“A cidade de Barbacena fica situada 1.300 metros acima do nível do mar, no planalto da Serra da Mantiqueira. Nos tempos coloniais, era o Arraial de N. S. da Borda do Campolide; foi elevada a vila em 1791, com o nome de Barbacena; e em 1840, já no tempo do Império, foi promovida à categoria de “muito nobre e leal cidade”.

Barbacena é a cidade mais alta do Brasil. Goza dum clima excelente e a sua posição é realmente de uma extraordinária beleza. O município é um dos mais prósperos do estado de Minas, com uma população de 62.100 habitantes. A sua indústria pastoril, a mais importante, compreende várias fábricas de laticínios, sendo os seus queijos e a sua manteiga dos mais apreciados no país. A pequena lavoura ocupa também lugar importante na lista de atividades do município, cujo solo se presta, dum modo admirável, à pomicultura.

O município de Barbacena é ainda muito rico em jazidas de ouro, ferro, mármore, caulim, manganês e turfa e de pedreiras calcárias. Entre estas últimas, estão as de Carandaí, que produzem a cal mais apreciada no estado. Aos produtos já mencionados cumpre ainda acrescentar o fumo, a cana-de-açúcar, mel, cera, gado, cerâmica, produtos têxteis e outros.

O município compreende os distritos de Cidade, Livramento, União, Ibertioga, Desterro do Melo, Remédios, Carandaí, Santa Bárbara do Tugúrio, Ibitipoca, São Domingos, Ressaquinha, São Sebastião e Bias Fortes.

A cidade de Barbacena tem um comércio importante; duas fábricas de tecidos, uma de algodão, outra de sedas; uma cerâmica a vapor e outras fábricas mais. As ruas da cidade são muito bem macadamizadas. Entre os seus estabelecimentos públicos, destacam-se a Assistência a Alienados e a Santa Casa, mantida a primeira pelo estado e a segunda por uma irmandade religiosa.

Barbacena é completamente iluminada à luz elétrica e tem ótimos serviços de água e esgoto. Possui ainda uma Biblioteca, com 10.319 volumes. Publicam-se na cidade dois periódicos. Os prédios da cidade vão ao número de 1.000, distribuídos por 63 ruas, 18 praças, 35 travessas e avenidas. Conta vários e importantes estabelecimentos de construção, tais como o internato do Ginásio Mineiro, a Escola Normal e outros mais.

 

Com contribuição de Edson Brandão.

 

 

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