• Em vídeo, prefeito de Congonhas fala sobre o Extravasamento de estrutura da Vale

    Frame: Prefeitura de Congonhas

    Um extravasamento de água misturada com sedimentos em uma estrutura da mineradora Vale, localizada na Mina de Fábrica, em Ouro Preto, atingiu áreas do município vizinho de Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, neste domingo (25).

    De acordo com a Prefeitura de Congonhas, o incidente foi provocado pelo grande volume de chuvas registrado na região. Apesar do susto, o Executivo municipal e a Defesa Civil esclareceram que não houve rompimento de barragem e não há registro de feridos ou danos pessoais.

    Em vídeo publicado nas redes sociais diretamente do local atingido, o prefeito de Congonhas, Anderson Cabido, explicou que o vazamento ocorreu em um “sump” — uma estrutura utilizada para armazenar água decorrente dos processos de mineração.

    “Foi uma água que, por conta da chuva dos últimos dias, extrapolou e gerou toda essa destruição aqui. Foram mais de 200 mil metros cúbicos de água que saíram dessa região lavando todo tipo de minério e materiais ao longo do caminho”, afirmou o prefeito.

    Ainda segundo o chefe do Executivo, os rejeitos atingiram a região conhecida como Goiabeiras, com perspectiva de alcançar o Rio Maranhão.

    Dano ambiental e críticas à mineração

    Embora não haja vítimas, o prefeito classificou o impacto ecológico como severo. “Do ponto de vista de dano pessoal, às famílias, não houve. Mas o risco e o dano ambiental foram muito grandes”, disse Cabido.

    O prefeito também cobrou à resposta das autoridades judiciais e governamentais, ressaltando a coincidência trágica da data: o incidente ocorreu no dia exato em que o rompimento da barragem em Brumadinho completou 7 anos.

    “A grande verdade é a seguinte: a gente vê a mineração continuando com a sua forma de atuar sem muito comprometimento (…) sobrando para as comunidades apenas o dano ambiental, o dano pessoal e o dano social”, desabafou.

    Cabido cobrou providências mais “contundentes” das autoridades estaduais e federais. “Até quando nós vamos ter que conviver com esse tipo de situação que impacta a vida de todo mundo e gera pânico?”, questionou.

    Monitoramento

    A Prefeitura de Congonhas informou que equipes da Defesa Civil e da Secretaria de Meio Ambiente estão monitorando a área desde as primeiras horas do domingo para apurar a extensão dos danos e as responsabilidades.

    Em nota, a administração municipal pediu que a população evite propagar boatos e acompanhe os canais oficiais.

    • Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199.

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