

Mesmo com a proibição, fogos de artifício com estampido continuam sendo usados em Barbacena
Em janeiro de 2022 foi sancionada uma lei que proíbe o uso na cidade
27/09/2023
Em Barbacena foi sancionada no dia 13 de janeiro de 2022 a Lei nº 5.138, que proíbe a soltura e queima de fogos de artifício ou quaisquer artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso. A conquista realizada há mais de um ano ainda enfrenta problemas, principalmente em dias de jogos de futebol, como aconteceu no último final de semana.
A Folha de Barbacena (FB) conversou com Terezinha Luiza da Silva Fortes, mãe de uma criança autista e integrante do movimento contra os fogos de artifício, que falou a respeito da importância da conscientização em relação aos fogos, lembrando que apesar da proibição daqueles com estampido na cidade, ainda são permitidos aqueles que não geram barulho. “No 1º semestre deste ano nós tivemos uma redução significativa dos fogos, porém o 2º semestre é mais atípico mesmo por causa das finais dos campeonatos de futebol, o dia 12 de outubro e o réveillon” declarou ela, apontando as ocasiões de maior ocorrência da prática.
“Meu filho é um adolescente autista de sensorial muito aguçado, então as crises que ele tem por conta do estampido é algo assustador porque provocam mal físico a ponto dele passar mal, ter vômito, diarréia. Isso desorganiza toda a rotina dele. Se acontece a noite, compromete o sono, compromete o desenvolvimento escolar no dia seguinte, é muito complicado. Essa situação tem que ser levada ao conhecimento das autoridades, da população, porque não é brincadeira, é algo muito sério que acontece com os autistas”, ela relatou.
A respeito de outros grupos que são prejudicados pelos fogos, Terezinha contou que “o Alzheimer ele volta durante 15 dias no barulho porque a pessoa acha que está acontecendo na cabeça dela de novo. Isso é uma prática criminosa e deve ser banida. Com relação aos animais, é covardia o que fazem porque eles são totalmente indefesos e sofrem muito”. Engajada na luta pela causa, ela contou que pretende no futuro tentar reunir autoridades para promover capacitações de conscientização da população quanto a essa prática, levando os efeitos da mesma ao conhecimento dos alunos nas escolas, às repartições públicas, até que seja implementada uma lei federal proibindo a fabricação dos mesmos.



